‘Não é bom para democracia’, diz Flávio Dino sobre exclusão de governadores do Conselho da Amazônia

De acordo com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), "é um método geral do governo Bolsonaro, infelizmente". "Uma visão extremista, belicista, de afastamento de setores sociais", disse. "A presença dos governadores no Conselho da Amazônia iria qualificar a sua atuação e traria mais resultados para o país"

(Foto: Reprodução)

247 - O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), criticou a retirada dos chefes de Executivos estaduais do Conselho Nacional da Amazônia Legal. De acordo com Dino, "é um método geral do governo Bolsonaro, infelizmente". "Uma visão extremista, belicista, de afastamento de setores sociais, políticos e econômicos e isso não é bom para a democracia brasileira", disse ele à TV Mirante.

“A presença dos estados ajudaria com sugestões e ideias. Por isso, acho que quem perde é o próprio governo federal ao não promover essa aproximação dos estados em relação ao nosso conselho", continuou. 

Segundo o governador, "é importante que esse diálogo se estabeleça em relação ao conselho e a outros temas que nós temos colocado sobre a mesa já há algum tempo, a exemplo do fundo da Amazônia". 

"Esperamos que essa seja uma prioridade no novo conselho, ou seja, que o diálogo seja em busca de resultados concretos, efetivos. E a retomada do Fundo da Amazônia é muito importante. Existe um dinheiro disponível e, infelizmente, até agora há congelamento por parte do governo federal”, complementou.

Na entrevista, Flávio Dino afirmou, ainda, que o Conselho da Amazônia é uma resposta às queimadas, mas é insuficiente. É preciso, diz ele, complementar com outras medidas e “corrigir” a composição do Conselho da Amazônia, o tornando mais democrático.

"A presença dos governadores no Conselho da Amazônia iria qualificar a sua atuação e traria mais resultados para o país. O nosso estado tem colaborado para a diminuição do desmatamento, queremos continuar a colaborar e, para isso, precisamos de parcerias em relação a todos os Estados do consórcio da Amazônia Legal com o governo federal, com as prefeituras e, também, com instâncias internacionais que queiram ajudar por intermédio do Fundo da Amazônia. Nós defendemos uma visão de diálogo e união, porque, no que se refere ao meio ambiente, é preciso ultrapassar barreiras ideológicas", afirmou.

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