“Não tardará para que brasileiros compreendam o efeito da reforma”, alerta Jerry

Vice-líder do PCdoB, deputado Márcio Jerry (MA) criticou a forma como o Governo Federal conduziu a articulação da proposta de Reforma da Previdência durante a votação do texto-base na Câmara; "Ela foi aprovada a partir de premissas falsas largamente difundidas”, disse

Márcio Jerry
Márcio Jerry (Foto: Jailson Sam/Câmara dos Deputados)

247 - Vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA) criticou, na madrugada desta quarta-feira (7), a forma como o Governo Federal conduziu a articulação da proposta de Reforma da Previdência durante a votação do texto-base na Câmara dos Deputados e afirmou que a população sentirá em breve os efeitos das mudanças impostas.

“Não tardará para que milhões de brasileiros compreendam, dolorosamente, a repercussão da aprovação da Previdência. Ela foi aprovada a partir de premissas falsas largamente difundidas”, disse.  Para o parlamentar maranhense, a falta de clareza e a forma atropelada como se analisou a proposta, impediu que brasileiros enxergassem a gravidade das medidas inseridas na proposição.

“Primeiro falaram que a Previdência salvaria a economia, mas não passamos nem um período em que membros do próprio Governo Federal dissessem que não é bem assim, dizendo que agora precisaremos de outras mudanças. Outra premissa falsa é a dos privilégios, já que o texto aprovado tira dos mais pobres, daqueles que mais precisam da proteção do Estado e da Seguridade Social”, apontou.

Jerry reconheceu que ajustes são necessários, mas afirmou que utilizar a desculpa de fazer a reforma para destruir a Previdência Social. “O que sabemos é que a economia ajustada, equilibrada e aquecida é capaz de resolver o problema da previdência. Nós temos claro que ajustes são necessários, mas com a desculpa de fazer a reforma, a Câmara destruiu a Previdência Social”.

Fazendo referência ao trabalho dos partidos de oposição, ele lembrou que graças a estes parlamentares contrários à proposta, foi possível minimizar os impactos sobre os mais vulneráveis, como alteração em regras sobre pensão e mulheres. “É preciso destacar que aquilo que é ruim, só não é ainda pior por causa da atuação corajosa da oposição no Plenário e dos movimentos sociais nas ruas”.

Na Câmara, o texto-base da reforma recebeu 370 votos a favor, 124 contra e uma abstenção, e segue agora para o Senado, onde também precisará ser debatido e aprovado em dois turnos. Antes disso, nesta quarta-feira (7), deputados iniciam a discussão dos destaques e emendas supressivas. Propostas que alteram ou acrescentam pontos não podem mais ser apresentadas.

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