Para deputado, vídeo entregue ao STF “agrava ainda mais a situação do Governo”

Para o deputado federal Márcio Jerry (MA), a negativa em entregar os vídeos, mostra o potencial da gravação”

(Foto: Michel Jesus - Agência Câmara)
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Em entrevista ao Programa “O dia em 20 minutos”, da TV 247, na noite desta sexta-feira (7), o vice-líder do PCdoB na Câmara, deputado federal Márcio Jerry (MA), disse acreditar no potencial destruidor do vídeo entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido).  

Enviado pela Advocacia-Geral da União ao ministro Celso de Mello no fim desta sexta, as mensagens contidas no material comprovariam a tentativa de interferência do presidente na Polícia Federal, como acusou Sérgio Moro, antes de sua renúncia. 

Para o parlamentar, “a negativa em entregar os vídeos, mostra o potencial da gravação”. Na análise de Jerry, o material, “agrava ainda mais a situação do Governo” e pode ser o começo do fim do presidente brasileiro.

“Bolsonaro tem um passivo muito grande, já perdemos as contas dos crimes de responsabilidades já cometidos pelo presidente. Então esperamos que haja consequências práticas para os deslizes, mais alguns, que este vídeo pode revelar”, afirmou. 

Márcio Jerry disse, ainda que, pela lista de problemas já criados, o mandatário demonstrou não ter condições de seguir no cargo. 

“Pelo que já fez, pelo conjunto da obra, Bolsonaro não tem a menor condição de continuar sendo presidente. Ele é uma tragédia na Presidência da República. Bolsonaro não tem a menor dimensão do que seja a Presidência da República. Todos os dias ele dá reiteradas demonstrações disso, todos os dias ele infringe determinados preceitos legais. Ou seja, é um presidente fora da lei, cercado de malfeitores no entorno familiar, com os filhos metidos em gravíssimos cometimentos, suspeitos de questões muito graves”, definiu.

O que se sabe até agora

Embora a presidência tenha solicitado sigilo sobre o conteúdo, a colunista Bela Megale obteve informações de que Bolsonaro estava de “péssimo humor” e deu uma bronca generalizada nos ministros, falando que poderia demitir qualquer um, inclusive o ministro da Justiça, que na época era Sergio Moro. 

A ameaça de demissão foi feita quando o presidente abordou a troca comando da PF no Rio e na direção-geral do órgão. Além do embate com o ex-ministro da Justiça, a reunião também teve muitos palavrões falados por Bolsonaro e críticas à China feitas por parte dos presentes.

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