PF apura fraudes de R$ 29 milhões em prefeituras do Ceará
Operação Rota Fantasma mira contratos de locação de veículos e obras públicas em municípios cearenses entre 2017 e 2023
247 - A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta terça-feira (9), a Operação Rota Fantasma para cumprir 11 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a investigados por fraudes de R$ 29 milhões em prefeituras do Ceará. A investigação apura supostos desvios de recursos federais, irregularidades em licitações e possíveis pagamentos indevidos ligados a contratos de locação de veículos e obras públicas em municípios do interior cearense. As diligências ocorreram em Jaguaribe, Jaguaretama, Brejo Santo, Acopiara, Abaiara e Iracema, no Ceará, informa Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.
De acordo com a investigação, empresas sem capacidade operacional compatível com os contratos firmados teriam participado de licitações e recebido cerca de R$ 29 milhões em recursos públicos entre 2017 e 2023.
A apuração teve início a partir de comunicações feitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a estrutura das empresas investigadas. A suspeita é que companhias sem condições efetivas de executar os serviços contratados tenham sido usadas em um esquema de fraudes em licitações e desvio de verbas federais.
Segundo a Polícia Federal, há indícios de que parte dos valores recebidos pelas empresas tenha sido transferida posteriormente a pessoas ligadas à administração pública. Essas movimentações levantaram suspeitas sobre a possibilidade de pagamentos indevidos a agentes públicos.
Durante a Operação Rota Fantasma, os agentes apreenderam documentos, computadores, celulares e outras mídias. O material recolhido será encaminhado para perícia e poderá auxiliar no aprofundamento das investigações sobre a origem, o destino e a movimentação dos recursos públicos.
Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. As apurações seguem em andamento para identificar a participação de empresas, intermediários e eventuais agentes públicos envolvidos no caso.



