PGR acusa Sarney de receber R$ 650 mil em propina

A denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente José Sarney (PMDB) revela que a MN Engenharia destinou R$ 650 mil em propina disfarçados de doação eleitoral para o Diretório Estadual do PMDB do Maranhão abastecer as eleições municipais de 2008; o empresário Luiz Maramaldo apresentou na sua delação premiada comprovantes de recibos e afirmou ter realizado três depósitos a pedido do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, nas contas do PMDB maranhense; a escolha e os valores, segundo Machado, teriam sido decididos pelo próprio Sarney

Brasília- DF- Brasil- 18/12/2014- O senador José Sarney faz pronunciamento onde se despede dos seus pares no Senado. (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília- DF- Brasil- 18/12/2014- O senador José Sarney faz pronunciamento onde se despede dos seus pares no Senado. (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Blog do Garrone - A denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente José Sarney (PMDB) revela que a MN Engenharia destinou R$ 650 mil em propina disfarçados de doação eleitoral para o Diretório Estadual do PMDB do Maranhão abastecer as eleições municipais de 2008.

O empresário Luiz Maramaldo apresentou na sua delação premiada comprovantes de recibos e afirmou ter realizado três depósitos a pedido do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, nas contas do PMDB maranhense. A escolha e os valores, segundo Machado, teriam sido decididos pelo próprio Sarney.

Maramaldo também apresentou bilhete com os números da conta bancária do partido e do telefone de um assessor de Sarney, a quem deveria comunicar tão logo fizesse a “doação”.

A PGR conseguiu identificar dois dos três depósitos delatados pelo empresário na prestação de contas enviadas pelo PMDB ao TRE-MA, camuflados como se fora doações do Diretório Estadual do PMDB do Rio Grande do Norte.

Na denúncia encaminhada ao STF, a procuradoria observou que o próprio representante da MN Engenharia deixou claro que não havia interesse da empresa em influenciar economicamente nas eleições no Maranhão por não possuir nenhuma obra no Estado.

“Embora a maneira escolhida para o pagamento tenha sido doações oficiais, inexiste dúvida quanto ao crime de lavagem de dinheiro”, garantiu Janot.

Além da lavagem, a PGR ainda pede a condenação de Sarney por corrupção passiva; crimes que somados dão no mínimo 36 anos de cadeia.

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247