Quatro batalhões amanhecem fechados no 2º dia de paralisação da PM no Ceará

Pessoas encapuzadas e mascaradas atacaram batalhões, levando carros da polícia e furando pneus. Um policial militar foi preso após incendiar um veículo particular na cidade de Crato. Policiais reivindicam uma reestruturação salarial da categoria

(Foto: Reprodução/TV Globo)
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247 - Quatro batalhões da Polícia Militar em Fortaleza e em Caucaia, na Região Metropolitana, estão fechados nesta quinta-feira (20), segundo dia seguido de paralisação de parte dos policiais militares no Ceará. Pessoas encapuzadas e mascaradas atacaram batalhões nesta quarta-feira (19), levando carros da polícia e furando pneus. Um policial militar foi preso nesta quinta-feira (20) após incendiar um veículo particular na cidade de Crato. Policiais reivindicam uma reestruturação salarial da categoria. 

Até as 10h24 desta quinta-feira, estavam fechados os seguintes batalhões da PM em Fortaleza: 18º BPM, no Bairro Antônio Bezerra; 22º BPM, no Bairro Papicu; 16º BPM no Bairro Messejana. Em Caucaia, o 12º batalhão também continua fechado.

O senador licenciado Cid Gomes (PDT-CE) deixou nesta quinta-feira (20) a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Coração, em Sobral. Ele teve alta para a enfermaria, onde continuará internado após ter sido baleado, um dia antes, em um motim de policiais. Quando foi atingido, Cid tentava furar um bloqueio feito no 3º Batalhão da PM do município com uma retroescavadeira.

Segundo proposta do governo enviada à Assembleia Legislativa, o salário-base de um soldado será de R$ 4,5 mil, com aumento progressivo até 2022. O salário atual da categoria é de R$ 3,2 mil. A proposta inicial, rejeitada pelos policiais, era aumento para R$ 4,2 mil até 2022.

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