‘Temer cometeu crime de responsabilidade. Motivo para impeachment’

O deputado federal Rubens Pereira Junior, líder da bancada do PCdoB, classificou a como gravíssima a denúncia do empresário Joesley Batista, dono frigorifico JBS, contra Michel Temer; de acordo com o parlamentar comunista, o presidente cometeu um ato de obstrução da Justiça; “É crime de responsabilidade, cabe pedido de impeachment. Cada vez mais fica claro que Eleições Diretas é a saída minimamente possível”, defendeu

O deputado federal Rubens Pereira Junior, líder da bancada do PCdoB, classificou a como gravíssima a denúncia do empresário Joesley Batista, dono frigorifico JBS, contra Michel Temer; de acordo com o parlamentar comunista, o presidente cometeu um ato de obstrução da Justiça; “É crime de responsabilidade, cabe pedido de impeachment. Cada vez mais fica claro que Eleições Diretas é a saída minimamente possível”, defendeu
O deputado federal Rubens Pereira Junior, líder da bancada do PCdoB, classificou a como gravíssima a denúncia do empresário Joesley Batista, dono frigorifico JBS, contra Michel Temer; de acordo com o parlamentar comunista, o presidente cometeu um ato de obstrução da Justiça; “É crime de responsabilidade, cabe pedido de impeachment. Cada vez mais fica claro que Eleições Diretas é a saída minimamente possível”, defendeu (Foto: Leonardo Lucena)

Blog do Jorge Vieira - O deputado federal Rubens Pereira Junior, líder da bancada do PCdoB, classificou a como gravíssima a denúncia do empresário Joesley Batista, dono frigorifico JBS, contra Michel Temer. Para o parlamentar comunista, o presidente cometeu um ato de obstrução da Justiça. “É crime de responsabilidade, cabe pedido de impeachment. Cada vez mais fica claro que Eleições Diretas é a saída minimamente possível”, defendeu.

Segundo Rubens Júnior, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem o motivo necessário para cassar Michel Temer, logo, e convocar eleições. O argumento está baseado na Lei 1.079/50, onde o Artigo 6º, inciso 5º, diz que é crime de responsabilidade opor-se diretamente e por fatos ao livre exercício do Poder Judiciário, ou obstar, por meios violentos, ao efeito dos seus atos, mandados ou sentenças.

Os donos do frigorífico JBS disseram em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na operação Lava Jato, segundo matéria do colunista do jornal “O Globo” Lauro Jardim.

Segundo o jornal, o empresário Joesley Batista entregou uma gravação feita em março deste ano em que Temer indica o deputado Rodrigo Rocha Lourdes (PMDB-PR) para resolver assuntos da J&F, uma holding que controla o frigorífico JBS. Posteriormente, Rocha Lourdes foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados por Joesley.

O deputado anunciou, na noite desta quarta-feira (17), que os parlamentares irão acelerar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que propõe eleição direta, de autoria do deputado Miro Teixeira (Rede/RJ). “A PEC já está pronta para ser votada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara (CCJC)”, disse.

A PEC propõe eleição direta para presidente e vice-presidente da República caso os dois percam os mandatos no período entre o penúltimo ano e os últimos seis meses do mandato. Caso a vacância ocorra nos seis meses finais, a PEC mantém a previsão de eleição indireta.

Atualmente, a Constituição Federal prevê que, se tanto o presidente quanto o vice-presidente da República forem derrubados nos últimos dois anos do mandato, a nova eleição deve ocorrer de forma indireta, ou seja, o novo chefe da Nação deve ser escolhido pelo Congresso Nacional. Caso a vacância dos dois cargos ocorra nos dois primeiros anos do mandato, a Constituição prevê nova eleição direta para os cargos – o que não foi alterado por Miro.

Após passar pela CCJC, a matéria será remetida para comissão especial, para analisar o mérito da proposta. De lá, seguirá para o plenário da Casa, onde precisa ser aprovada em dois turnos, por pelo menos 307 deputados.

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