Vilma Reis: ‘enquanto a mãe branca pergunta se o filho leva o casaco, a mãe negra pergunta do documento’

À TV 247, a socióloga baiana e ativista pelos direitos humanos Vilma Reis diz que “às vezes uma tatuagem, a cor de uma roupa, um corte de cabelo pode custar a vida” dos negros no Brasil

Vilma Reis
Vilma Reis (Foto: Reprodução)
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247 - A socióloga Vilma Reis criticou nesta segunda-feira (7) a violência policial praticada contra o povo negro no Brasil, durante participação no programa Giro das 11, na  TV 247.

“As polícias foram feitas no Brasil para caçar o povo negro. A polícia passou por todas essas ditaduras e as regras que foram instituídas de tratar a população como inimiga, essas regras que se levantaram desde lá, de 68, com o AI-5, elas continuam valendo para o nosso povo”, denunciou a ativista, que atua em defesa dos direitos humanos na Bahia.

“Nós temos os presos e os mortos da democracia. Para gente esse é um debate muito duro, muito difícil, mas a gente vai continuar fazendo. E nós precisamos de muitas pessoas brancas que acreditam na possibilidade de um país sem racismo”, declarou. 

“Às vezes uma tatuagem, a cor de uma roupa, um corte de cabelo pode nos custar a vida. E esse é um país também que outra pessoas, diante de seus privilégios, a sua documentação nem precisa ser checada”, continuou Vilma.

“Uma mãe branca de classe média, quando seu filho sai, ela pergunta: ‘você pegou o seu casaco? Pode fazer frio’. E uma mãe negra pergunta: ‘cadê a identidade? Se possível, cadê a carteira de trabalho?’. E assim nossa juventude negra vai para a rua, correndo todos os dias o risco de não voltar. E isso é muito injusto”, disse ainda.

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