Wellington Dias defende frente ampla em defesa da democracia

"Temos que nos juntar com quem temos divergências, mas que possam construir convergências em defesa da democracia", disse o governador do Piauí em encontro com jornalistas em São Paulo; sobre a reforma da Previdência, disse que a esquerda, particularmente o PT, precisa avançar no debate da questão, pois há problemas a serem resolvidos

(Foto: André Oliveira/GOv. PI)

Por Dayane Santos, do 247 - O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), afirmou nesta quinta-feira 18 que a saída para a atual crise que o país enfrenta é a construção da um frente ampla com diferentes campos políticos em torno de bandeiras que unifiquem pautas como a defesa da democracia e da Constituição.

"Temos que nos juntar com quem temos divergências, mas que possam construir convergências em defesa da democracia", disse o governador ao participar de encontro com jornalistas e blogueiros no Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo.  

Sobre a proposta da reforma da Previdência, aprovado em primeiro turno pela Câmara do Deputados, o governador considerou como um avanço as mudanças feitas no texto original encaminhado pelo governo Jair Bolsonaro. "É claro que a reforma não foi aquela que chegou ao Congresso. Acho que foi um avanço dos movimentos sociais retirar de lá bodes que estavam na sala, como BPC, rurais capitlização", enfatizou.  

Ele destacou ainda a inclusão da diferenciação para aposentadoria de homens e mulheres e para os professores como uma conquista. "A ação conjunta da sociedade alterou o texto", disse. No entanto, Wellingon Dias disse que a esquerda, particularmente o PT, precisa avançar no debate da questão, pois há problemas a serem resolvidos. 

"Não se pode um campo politco como o nosso não trazer o debate de uma forma correta. A Previdência não tem segredo: tem que ter regra para o equilíbrio fiscal", advertiu o governador, afirmando que o seu governo retirou R$ 1,5 bilhão para cobrir o déficit previdenciário e não deixar aposentados e pensionistas sem o benefício. 

"Vamos terminar a reforma e o país vai continuar com um déficit nas contas, doze meses depois, deve chegar na casa de R$ 80 bilhões. E os Estados e municípios do mesmo jeito", afirmou Dias, que considera que o Senado não deve alterar o texto.

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