"A única política de Estado pra quebrada é o terror", diz Bruno Ramos, da Liga do Funk

"O problema real é o Estado só se fazer presente com seu braço armado, treinado para conflito, entregando repressão e estigmatização, genocídio e criminalização quando deveria criar equipamentos públicos para suprir esta necessidade tão básica do ser-humano que é a recreação", escreve Bruno Ramos, articulador nacional da Liga do Funk

(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)
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247 - Bruno Ramos, articulador nacional da Liga do Funk, publicou artigo no Portal Mídia Ninja onde aborda o episódio que "nove jovens morreram pisoteados neste fim de semana, durante um dos maiores Bailes Funk da cidade de São Paulo, o conhecido fluxo DZ7, em Paraisópolis, na zona sul da capital.  Na versão da polícia, dois homens em uma moto teriam atirado contra agentes da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) e fugido para dentro do baile. A comunidade nega e diz que entradas violentas na favela durante o Baile têm acontecido toda semana, com direito a rojões, bombas e balas de borracha."

"Apesar de todas as suas complexidades, o fluxo de rua não é só problema para a periferia. É solução também.  Ele gera renda para as famílias que vendem comidas e bebidas durante os bailes e proporciona entretenimento para os jovens, que não têm alternativa de lazer dentro do território. O problema real é o Estado só se fazer presente com seu braço armado, treinado para conflito, entregando repressão e estigmatização, genocídio e criminalização quando deveria criar equipamentos públicos (ou aproveitar os já existentes) para suprir esta necessidade tão básica do ser-humano que é a recreação. Não dá para falar em “tragédia” se o Estado decide usar lógica de guerra para dispersar uma festa que reúne mais de 5 mil pessoas todos os finais de semana. "

Leia a íntegra no Mídia Ninja

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