Advogados já preveem anulação de decisões de Bretas sobre Fecomércio-RJ após decisão de Gilmar Mendes

Advogados citados em investigações sobre desvios envolvendo a Fecomércio-RJ preveem a anulação das diligências determinadas por Marcelo Bretas após o ministro do STF Gilmar Mendes suspender as ações ordenadas pelo juiz

Marcelo Bretas
Marcelo Bretas (Foto: ABr | Fecomercio)
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247 - Advogados citados na delação do ex-presidente da Fecomércio-RJ Orlando Diniz preveem a anulação das decisões do juiz federal Marcelo Bretas no inquérito sobre um esquema de corrupção supostamente envolvendo escritório de advocacia. De acordo com a coluna de Guilherme Amado, previsão de alguns citados em colaborações premiadas é consequência da decisão tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que suspendeu as ações determinadas por Bretas, responsável pelo julgamento dos processos da Operação Lava Jato no estado do Rio de Janeiro. 

Investigadores alegaram que escritórios de advocacia faziam parte de um suposto esquema de desvio de recursos do Serviço Social do Comércio (Sesc RJ), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac RJ) e da Federação do Comércio (Fecomércio/RJ) entre 2012 e 2018.

Alguns dos alvos da operação foram o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. 

Em nota, Zanin classificou a operação como um "atentado à democracia".  "De acordo com laudo elaborado em 2018 por auditores independentes, todos os serviços prestados à Fecomércio/RJ pelo meu escritório entre 2011 e 2018 estão devidamente documentados em sistema auditável e envolveram 77 (setenta e sete) profissionais e consumiram 12.474 (doze mil, quatrocentas e setenta e quatro) horas de trabalho. Cerca de 1.400 (mil e quatrocentas) petições estão arquivadas em nosso sistema", disse ele. 

"Os pagamentos, ademais, foram processados internamente pela Fecomércio/RJ por meio de seus órgãos de administração e fiscalização e foram todos aprovados em Assembleias da entidade — com o voto dos associados", acrescentou. 

Também por meio de nota, o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, rechaçou com "veemência as ilações mentirosas dessa delação fantasiosa. Ressalta que nunca pediu qualquer tipo de apoio para campanha da Ordem ou negociou qualquer serviço com o senhor Orlando Diniz". 

"Tais mentiras só podem ser interpretadas como retaliação à ação do dr. Felipe Santa Cruz como advogado do SESC e do SENAC/RJ em processo no TCU, justamente pedindo ressarcimento dos danos causados pelo delator às organizações – processo esse em que esse senhor foi condenado a devolver mais de R$ 58 milhões aos cofres do Sesc e do Senac estaduais por um convênio ilegal", disse. "Está clara a intenção de destruir reputações para tentar escapar de penas pesadas às quais são submetidos aqueles que, como o pretenso delator, cometem crimes", continuou. 

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