Ala pró-golpe do PMDB quer destituição de Picciani

Deputados da ala pró-impeachment do PMDB protocolaram na Mesa Diretora nesta quarta-feira 9 pedido com 34 assinaturas para que o deputado Leonardo Quintão (MG) assuma a vaga de líder da bancada; estopim foi a insatisfação do grupo com as indicações feitas por Leonardo Picciani para a comissão especial do impeachment; "Vai pagar o preço de não ter sido líder da bancada, mas do governo", disse Osmar Terra (PMDB-RS); Picciani minimizou o movimento contra ele; "Falar é uma coisa, fazer é outra. Tenho convicção de que não possuem votos para isso"

Deputados da ala pró-impeachment do PMDB protocolaram na Mesa Diretora nesta quarta-feira 9 pedido com 34 assinaturas para que o deputado Leonardo Quintão (MG) assuma a vaga de líder da bancada; estopim foi a insatisfação do grupo com as indicações feitas por Leonardo Picciani para a comissão especial do impeachment; "Vai pagar o preço de não ter sido líder da bancada, mas do governo", disse Osmar Terra (PMDB-RS); Picciani minimizou o movimento contra ele; "Falar é uma coisa, fazer é outra. Tenho convicção de que não possuem votos para isso"
Deputados da ala pró-impeachment do PMDB protocolaram na Mesa Diretora nesta quarta-feira 9 pedido com 34 assinaturas para que o deputado Leonardo Quintão (MG) assuma a vaga de líder da bancada; estopim foi a insatisfação do grupo com as indicações feitas por Leonardo Picciani para a comissão especial do impeachment; "Vai pagar o preço de não ter sido líder da bancada, mas do governo", disse Osmar Terra (PMDB-RS); Picciani minimizou o movimento contra ele; "Falar é uma coisa, fazer é outra. Tenho convicção de que não possuem votos para isso" (Foto: Leonardo Lucena)
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Rio 247 - Os deputados federais da ala pró-impeachment do PMDB protocolaram nesta quarta-feira 9 na Mesa Diretora da Câmara um pedido, com 35 assinaturas, pela destituição do líder do partido na Casa, Leonardo Picciani (RJ). Eles querem que o deputado Leonardo Quintão (MG) assuma no lugar.

O estopim foi a insatisfação do grupo com as indicações feitas por Picciani, que é aliado da presidente Dilma Rousseff, para compor a comissão especial do impeachment. Para o deputado Osmar Terra (PMDB-RS), Picciani foi "totalmente insensível" ao pedido da ala pró-impeachment para que dividisse as oito indicações da legenda para comissão especial.

"Se tivesse dividido cinco/três ou quatro/quatro, não teria havido ruptura. Mas ele disse que ia exercer a prerrogativa de líder para indicar quem fosse mais adequado", disse. "Agora vai pagar o preço de não ter sido líder da bancada, mas do governo", afirmou o deputado gaúcho.

Picciani minimizou o movimento contra ele. "Falar é uma coisa, fazer é outra. Tenho convicção de que não possuem votos para isso", afirmou. As 35 assinaturas, porém, representam o apoio formal de metade mais um dos deputados que compõem a bancada – hoje com 66 parlamentares. 

O peemedebista informou que os secretários do Rio de Janeiro Marco Antônio Cabral (Esportes) e Pedro Paulo (secretário-executivo de coordenação do governo) devem retomar seus mandatos de deputado federal para apoiá-lo.

Abaixo, reportagem da Agência Brasil:

Grupo do PMDB protocola pedido para tirar Picciani da liderança do partido

Carolina Gonçalves - Peemedebistas que já se declararam contrários ao governo deram hoje (9) o primeiro passo para tentar substituir o deputado Leonardo Picciani (RJ) da liderança do PMDB na Câmara, e que é aliado do Palácio do Planalto. Com 35 assinaturas, o grupo de parlamentares protocolou o pedido na Mesa Diretora para que o deputado federal Leonardo Quintão (MG) assuma a vaga. Quintão já era o mais cotado pela ala insatisfeita do PMDB, conforme noticiou ontem (8) a Agência Brasil.

O grupo reuniu o apoio formal de metade mais um dos deputados que compõem a bancada – hoje com 66 parlamentares. O estopim para a mudança foi a lista de nomes do PMDB que Picciani apresentou para compor a comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. As vagas são disputadas por integrantes do partido aliados do governo e nomes ligados ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que desde o fim do primeiro semestre anunciou rompimento pessoal com o Palácio do Planalto.

Insatisfeitos com as indicações, uma ala da legenda chegou a acusar Picciani de descumprir um compromisso firmado com a bancada, que previa que metade dos nomes (quatro) fossem escolhidos entre parlamentares favoráveis ao processo e a outra metade entre mais aliados ao governo. De acordo com o grupo, Picciani "atropelou" a bancada e fechou uma lista que foi construída com o Planalto.

Ontem, parte do PMDB se uniu, publicamente, à oposição na composição de uma chapa alternativa, que acabou vencendo a tumultuada eleição para compor a comissão. Em plenário, a chapa 2, intitulada Unindo o Brasil, venceu por 272 votos contra 199.

O PCdoB recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a eleição, que resultou na vitória da chapa formada pela oposição e dissidentes da base governista. O ministro do tribunal Edson Fachin concedeu liminar para suspender o processo de impeachment na Câmara. O partido também questionou a votação que foi secreta alegando que a Câmara está descumprindo regras previstas na Constituição. Segundo o PCdoB, a composição do colegiado especial teria que ser feita por indicação de líderes e escolhida por voto aberto.

 

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