Após 40 anos de disputa, criação do Parque Bixiga é aprovada em segunda votação na Câmara de SP

Disputa do terreno que há décadas envolve o dramaturgo José Celso Martinez Corrêa, diretor do Teatro Oficina, e Silvio Santos, que pretendia construir três prédios de até 100 metros de altura na região, teve desfecho na tarde desta quarta-feira (12)

Sessão Plenária na Câmara
Sessão Plenária na Câmara (Foto: Câmara Municipal de São Paulo)

247 - O Projeto de Lei 805/2017, que dispõe sobre a criação do Parque Bixiga, na região central de São Paulo, foi aprovado em segunda votação na tarde desta quarta-feira (12), informa o G1.

"O terreno onde deve ser construído o parque é alvo de briga há quarenta anos entre o dramaturgo José Celso Martinez Corrêa, diretor do Teatro Oficina Uzyna Uzona, e o Grupo Silvio Santos, que pretendia construir três prédios de até 100 metros de altura na região, no Centro de São Paulo, prejudicando a construção do teatro, que é tombado desde 2010 pelo patrimônio histórico nas esferas federal, estadual e municipal", conta a reportagem.

O projeto segue para sanção ou veto do prefeito Bruno Covas (PSDB). Para o vereador Eduardo Suplicy (PT), co-autor do PL, a expecativa é positiva, mesmo com a pressão que Covas pode vir a sofrer do Grupo Silvio Santos. "Eu acho que a prefeitura terá que proporcionar ao Grupo Silvio Santos algo paralelo ao que foi feito com o Parque Augusta", disse Suplicy.

À época, a gestão do então prefeito João Doria (PSDB) assinou um acordo com as donas da área, as incorporadoras Cyrela e Setin, trocando o terreno do Parque Augusta por uma área da prefeitura localizada próxima à Marginal Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.

"Dado à simpatia da população, ao polo cultural que está ali no Bixiga e ao fato de ser tão necessário uma área verde em São Paulo, acho que o prefeito vai considerar o bom senso", acredita o vereador.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247