Auditor cobrou propina de R$ 4 mi para barrar autuação contra a Fetranspor, diz Procuradoria

Por odem do juiz Marcelo Bretas, o auditor-fiscal da Receita Marco Aurélio Canal foi preso acusada de barrar uma fiscalização que estava sendo conduzida contra a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor)

(Foto: Reuters)
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247 - Em delação premiada, o empresário Lelis Marcos Teixeira afirmou que teriam sido pagos R$ 4 milhões de propinas ao auditor-fiscal da Receita Marco Aurélio Canal para barrar uma fiscalização que estava sendo conduzida contra a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor). Canal foi preso nesta quarta-feira (2). Ele era supervisor de Programação da Receita no Rio que tinha acesso a informações sensíveis da Operação Lava Jato. A ordem de prisão do auditor foi decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal no Rio. Bretas conduz a Lava Jato Rio.

De acordo com a Operação Armadeira, o advogado e empresário de ônibus Narciso Gonçalves dos Santos "foi o responsável por apresentar o ex-auditor-fiscal Elizeu da Silva Marinho a Lelis Marcos Teixeira e José Carlos Lavouras, empresários do setor de transportes".

Elizeu informou que a Fetranspor estava sendo alvo de fiscalização, mas que poderia interceder junto a Canal para engavetar a autuação e cobrou pagamento da propina de R$ 4 milhões. Para Elizeu, restaria o "pedágio" de R$ 520 mil, pagos a sua empresa por meio de contratos fictícios firmados com a Fetranspor.


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