Auditoria vai apurar faturamento no transporte

A Secretaria municipal de Transportes contratou uma auditoria independente para apurar o real faturamento das empresas que integram os quatro consórcios que exploram as linhas de ônibus do Rio; no caso da bilhetagem eletrônica, por exemplo, a prefeitura repassa mais de R$ 50 milhões por ano ao Rio Ônibus (sindicato das empresas do setor) em ressarcimento devido à gratuidade dos alunos da rede municipal; o problema é que não há um efetivo controle do número de viagens feitas pelos estudantes

A Secretaria municipal de Transportes contratou uma auditoria independente para apurar o real faturamento das empresas que integram os quatro consórcios que exploram as linhas de ônibus do Rio; no caso da bilhetagem eletrônica, por exemplo, a prefeitura repassa mais de R$ 50 milhões por ano ao Rio Ônibus (sindicato das empresas do setor) em ressarcimento devido à gratuidade dos alunos da rede municipal; o problema é que não há um efetivo controle do número de viagens feitas pelos estudantes
A Secretaria municipal de Transportes contratou uma auditoria independente para apurar o real faturamento das empresas que integram os quatro consórcios que exploram as linhas de ônibus do Rio; no caso da bilhetagem eletrônica, por exemplo, a prefeitura repassa mais de R$ 50 milhões por ano ao Rio Ônibus (sindicato das empresas do setor) em ressarcimento devido à gratuidade dos alunos da rede municipal; o problema é que não há um efetivo controle do número de viagens feitas pelos estudantes (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 – A Secretaria municipal de Transportes contratou uma auditoria independente com o objetivo de apurar o real faturamento das empresas que integram os quatro consórcios que exploram as linhas de ônibus do Rio. O monitoramento será estendido também à bilhetagem eletrônica.

Segundo o jornal O Globo informa que, no caso da bilhetagem eletrônica, a prefeitura repassa mais de R$ 50 milhões por ano ao Rio Ônibus (sindicato das empresas do setor) em ressarcimento devido à gratuidade dos alunos da rede municipal. O problema, diz a reportagem, é que não há um efetivo controle do número de viagens feitas pelos estudantes.

O Rio Ônibus contratou a Fundação Getulio Vargas (FGV), em 2011, para justificar um pedido de aumento de R$ 2,50 para R$ 2,75, acima dos custos do setor com combustível e mão de obra. A prefeitura aceitou a proposta. O curioso é que uma das empresas consultadas para a pesquisa de preços que pesam sobre o setor foi a Guanabara Diesel, da família do empresário Jacob Barata. Ele detém participações em várias empresas de ônibus da capital fluminense.

O caso vinha sendo investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara dos Vereadores, porém foi interrompida por uma liminar, depois que a oposição questionou a composição do grupo (maioria governista).

Enquanto o secretário de Transportes, Alexandre Sansão, não deu detalhes sobre o trabalho da auditoria, sob o argumento de que o tema será detalhado em breve, o presidente do Rio Ônibus, Lelis Marcos Teixeira, afirmou que o setor já está se preparando para colaborar com a prefeitura e informar os dados.

"A partir de 2014, as empresas padronizaram seus balanços para permitir uma análise uniforme das informações. A prefeitura já avisou que vai auditar a bilhetagem eletrônica, o que o setor até hoje realmente não havia feito. Com essas auditorias por parte do poder público, será possível eliminar qualquer dúvida sobre a transparência das contas do setor", declarou Lelis.

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