Beltrame quer expulsão de PMs após morte de jovens

Secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame chamou de "indefensável" a atitude dos PMs que fuzilaram cinco jovens em Costa Barros, zona norte do Rio, e depois tentaram forjar provas contra as vítimas; “É uma demonstração do caráter que eles [os policiais] têm. Essas pessoas já estão presas, vão responder criminalmente e administrativamente. Acredito que poderão ser excluídas da corporação", disse Beltrame, durante evento de apresentação de um relatório sobre crimes cometidos e sofridos por menores no estado

DF - BELTRAME/COLETIVA - CIDADES - O secret�rio de Seguran�a P�blica do estado do Rio de Janeiro, Jos� Mariano Beltrame, durante entrevista coletiva antes do encontro com o   secret�rio Nacional de Seguran�a P�blica (Senasp), Ricardo Balestreri, na Senasp
DF - BELTRAME/COLETIVA - CIDADES - O secret�rio de Seguran�a P�blica do estado do Rio de Janeiro, Jos� Mariano Beltrame, durante entrevista coletiva antes do encontro com o secret�rio Nacional de Seguran�a P�blica (Senasp), Ricardo Balestreri, na Senasp (Foto: Leonardo Lucena)

Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, chamou nesta segunda-feira (30) de "indefensável" a atitude dos policiais militares que fuzilaram cinco jovens em Costa Barros, zona norte do Rio, no sábado (28), e depois tentaram forjar provas contra as vítimas.

“É uma demonstração do caráter que eles [os policiais] têm. Essas pessoas já estão presas, vão responder criminalmente e administrativamente. Acredito que poderão ser excluídas da corporação", disse Beltrame, durante evento de apresentação de um relatório sobre crimes cometidos e sofridos por menores no estado. Os três policiais envolvidos no crime forampresos ontem (29) em flagrante, por homicídio doloso (quando há intenção de matar) e fraude processual.

O comandante do Batalhão de Irajá, o tenente-coronel Marcos Netto, onde os policiais estavam lotados, foi exonerado nesta manhã. Beltrame admitiu que o nível de letalidade nos batalhões nestas áreas é maior do que nas demais. “São áreas onde não temos Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), áreas altamente conflagradas. Isto não justifica de maneira nenhuma a atuação destes policiais. Infelizmente temos policiais que praticam essas barbaridades. Não há capacitação que resolva isso. Nosso papel é fiscalizar e nosso papel é colocar essas pessoas na rua,” comentou.

Mais cedo, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, negou que o assassinado  tenha sido ocasionado por racismo e afirmou que esse tipo de conduta "foge ao controle" do comandante do batalhão e da Secretaria de Segurança Pública. 

Os jovens Roberto de Souza Penha, 16 anos, Carlos Eduardo da Silva de Souza, 16 anos, Cleiton Correa de Souza, 18 anos, Wilton Esteves Domingos Junior, 20 anos e Wesley Castro Rodrigues, 25 anos, estavam em um Palio branco, atingido por mais de 50 tiros de fuzil e pistolas.

Os jovens tinham passado o dia no Parque Madureira, uma área de lazer na zona norte do Rio e, à noite, tinham saído para fazer um lanche. Quando retornaram à comunidade, foram abordados pelos militares. Junto ao carro das vítimas, a perícia técnica encontrou uma pistola de brinquedo.

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