Braço direito de Eike deixa presídio de Bangu

Por determinação do ministro do STF Gilmar Mendes, o ex-vice-presidente do Flamengo Flávio Godinho deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu (RJ); a informação é da secretaria de Administração Penitenciária (Seap); Mendes autorizou o juiz do caso a aplicar medidas alternativas à prisão, como recolhimento domiciliar; segundo a PF, o ex-vice do Flamengo é o braço direito de Eike e seria responsável por montar contratos internacionais de prestação de serviços de consultoria, forjando causas para transferência de recursos para o exterior na organização liderado pelo ex-governador Sergio Cabral (PMDB)

Rio 247 - Após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, o ex-vice-presidente do Flamengo Flávio Godinho deixou nesta sexta-feira (7) o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. A informação é da secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

Gilmar Mendes autorizou o juiz do caso a aplicar medidas alternativas à prisão, como recolhimento domiciliar, proibição de sair do país e comparecimento à Justiça, por exemplo. "O paciente não estaria na liderança da alegada organização criminosa. Nesse quadro, mesmo que imbuído do propósito de embaraçar a instrução criminal, não está evidente o potencial do investigado de pôr em marcha plano para tanto", escreveu o ministro.

A Polícia (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) apontou Godinho como "braço direito" do empresário Eike Batista na empresa EBX. Godinho foi preso em janeiro de 2017 durante a Operação Eficiência, um desdobramento da Operação Lava Jato. Ele é investigado por embaraço a investigação contra organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, o ex-vice do Flamengo seria responsável por montar contratos internacionais de prestação de serviços de consultoria, forjando causas para transferência de recursos para o exterior.

O empresário Eike Batista repassou US$ 16,5 milhões em propina para o ex-governador Sérgio Cabral numa conta no Uruguai em nome de laranjas, apontaram as investigações. Eike é suspeito de envolvimento em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro com a ocultação de cerca de US$ 100 milhões no exterior.

 

 

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