Cabral admite compra de joias para a esposa com sobra de verba de campanha

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) prestou depoimento por cerca de 20 minutos na Justiça Federal do Rio, e admitiu que comprou joias para a mulher, Adriana Ancelmo, com sobras de verba de campanha; de acordo o peemedebista, as compras foram feitas apenas em datas festivas; Cabral é réu em nove processos da Operação Lava Jato

Rio de Janeiro - O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é levado preso na operação Lava Jato em viatura da Polícia Federal na sede na Praça Mauá (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é levado preso na operação Lava Jato em viatura da Polícia Federal na sede na Praça Mauá (Fernando Frazão/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) prestou depoimento por cerca de 20 minutos nesta quarta-feira (24) na Justiça Federal do Rio, e admitiu que comprou joias para a mulher, Adriana Ancelmo, com sobras de verba de campanha. Foi o que apontou a GloboNews. Segundo o peemedebista, as compras foram feitas apenas em datas festivas. Com base em dados do Ministério Público, o RJTV somou os valores de toda a propina movimentada pela organização criminosa chefiada pelo ex-chefe do executivo fluminense. Os valores somam cerca de R$ 520 milhões.

A defesa do ex-governador informou que ele exerceria o direito de responder às perguntas de forma parcial. De acordo com o juiz Marcelo bretas, Cabral estava perdendo uma oportunidade de se defender. "Tenho ouvido a sua defesa dizer que o senhor fará esclarecimentos em juízo. Essa é a oportunidade. O senhor foi avisado que há forte material probatório neste processo, não começou por ouvir dizer. Ha documentos", disse.

A estratégia de Cabral é a mesma adotada em depoimento ao juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal de Curitiba. Em interrogatório em abril, ele negou o recebimento de propina e admitiu o uso de caixa 2.

Bretas aceitou nesta terça-feira (23) nova denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-governador e outras nove pessoas. Eles são acusados de receber quase R$ 47 milhões de propina da Carioca Engenharia em troca de superfaturamento de obras públicas e fraudes em licitações. Cabral virou réu pela 9ª vez na Operação Lava Jato. O ex-governador está preso desde novembro.

 
 

 

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