Cabral continuou usando heliponto do estado no governo Pezão

Mesmo depois de deixar o cargo de governador do Estado, Sérgio Cabral (PMDB) usou o Palácio Guanabara, sede oficial do governo fluminense, como heliponto; informação é do empresário Pierre Cantelmo Areas, que em depoimento ao Ministério Público afirmou ter intermediado o fretamento de aeronaves a pedido de Cabral; só entre janeiro e fevereiro de 2015, há três pousos no palácio descritos na tabela; peemedebista deixou o governo em 2014, quando assumiu seu vice à época, Luiz Fernando Pezão

Rio de Janeiro - O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é levado preso na operação Lava Jato em viatura da Polícia Federal na sede na Praça Mauá (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é levado preso na operação Lava Jato em viatura da Polícia Federal na sede na Praça Mauá (Fernando Frazão/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

Rio 247 - O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) usou o Palácio Guanabara, sede oficial do governo estadual, como heliponto mesmo após deixar o cargo. A informação consta de tabela entregue pelo empresário Pierre Cantelmo Areas, que em depoimento ao Ministério Público afirmou ter intermediado o fretamento de aeronaves a pedido de Cabral. Somente entre janeiro e fevereiro de 2015, há três pousos no palácio descritos na tabela. O peemedebista deixou o governo em 2014, quando assumiu seu vice à época, Luiz Fernando Pezão.

As informações são de reportagem de Italo Nogueira e Sergio Rangel na Folha de S.Paulo.

"Cabral foi alvo nesta terça-feira (14) da quarta denúncia do Ministério Público Federal, sob acusação de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A nova ação refere-se à movimentação de propina dentro do Brasil descrita pelos doleiros Renato e Marcelo Chebar em delação premiada à Procuradoria.

Areas, que depôs sob condição de testemunha, recebeu por seus serviços R$ 1 milhão entre agosto de 2014 e junho de 2015 do "caixa" dos irmãos Chebar atribuído a Cabral.

A tabela que entregou aos procuradores indica oito fretamentos de aeronaves, dos quais três fizeram paradas no Palácio Guanabara.

A origem ou destino em todos os casos é Mangaratiba, onde o ex-governador mantinha uma casa de veraneio. Os fretamentos custaram, no total, R$ 187,1 mil."

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