Cabral diz ter comprado votos para levar a Olimpíada para o Rio

Ao juiz Marcelo Bretas, o ex-governador Sérgio Cabral afirmou que comprou, por US$ 2 milhões, votos para levar a Olimpíada ao Rio; segundo o emedebista, o ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro Carlos Arthur Nuzman indicou o presidente da Federação Internacional de Atletismo, Lamine Diack, como intermediário do esquema

(Foto: Tânia Rêgo - ABR)

247 - O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral afirmou que comprou, por US$ 2 milhões, votos para levar a Olimpíada ao Rio. O emedebista disse que o ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) Carlos Arthur Nuzman indicou o presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), Lamine Diack, como intermediário do esquema. O ex-chefe do Executivo fluminense prestou depoimento nesta quinta-feira (4) ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, responsável pela Lava Jato no Rio de Janeiro.

Cabral contou quem agosto de 2009, durante a campanha trazer os Jogos Olímpicos, foi procurado por Nuzman, então presidente do COB, para um "encontro urgente" após um evento esportivo em Roma.

"Eu não sabia qual seria a repercussão de um núcleo europeizado muito forte [na votação]. Nessa natureza, o Nuzman vira pra mim e me fala: 'Sérgio, quero te abrir que o presidente da IAAF, Lamine Diack, ele é uma pessoa que se abre pra vantagens indevidas. Ele pode garantir 5 ou 6 votos. Ele quer, em troca, US$ 1,5 milhão'", disse o ex-governador.

"Eu chamei o [empresário] Arthur Soares e falei pra ele da necessidade de conseguir o dinheiro para os votos. Isso foi debitado do crédito que eu tinha com ele. Fui eu que paguei. Eu dei o telefone do Léo [Leonardo Gryner, ex-diretor de operações da Rio 2016] e eles acertaram com esse Papa Diack, filho de Lamine Diack", complementou.

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