Cabral se torna réu pela quarta vez na Lava Jato

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio, aceitou a denúncia apresentada pelo MPF-RJ contra o ex-governador Sérgio Cabral por 184 crimes de lavagem de dinheiro; na Lava Jato, esse é o quarto processo contra Cabral, que está preso; de acordo com o MPF, dois doleiros "recebiam dos demais denunciados dinheiro em espécie oriundo dos crimes de corrupção praticados, custodiavam tais recursos em seu escritório e os distribuíam posteriormente para pagamentos de despesas em favor dos membros do grupo criminoso"; a esposa do peemedebista, Adriana Ancelmo, e outras nove pessoas são acusadas de lavar mais de R$ 39 milhões em apenas 10 meses

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio, aceitou a denúncia apresentada pelo MPF-RJ contra o ex-governador Sérgio Cabral por 184 crimes de lavagem de dinheiro; na Lava Jato, esse é o quarto processo contra Cabral, que está preso; de acordo com o MPF, dois doleiros "recebiam dos demais denunciados dinheiro em espécie oriundo dos crimes de corrupção praticados, custodiavam tais recursos em seu escritório e os distribuíam posteriormente para pagamentos de despesas em favor dos membros do grupo criminoso"; a esposa do peemedebista, Adriana Ancelmo, e outras nove pessoas são acusadas de lavar mais de R$ 39 milhões em apenas 10 meses
O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio, aceitou a denúncia apresentada pelo MPF-RJ contra o ex-governador Sérgio Cabral por 184 crimes de lavagem de dinheiro; na Lava Jato, esse é o quarto processo contra Cabral, que está preso; de acordo com o MPF, dois doleiros "recebiam dos demais denunciados dinheiro em espécie oriundo dos crimes de corrupção praticados, custodiavam tais recursos em seu escritório e os distribuíam posteriormente para pagamentos de despesas em favor dos membros do grupo criminoso"; a esposa do peemedebista, Adriana Ancelmo, e outras nove pessoas são acusadas de lavar mais de R$ 39 milhões em apenas 10 meses (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, aceitou na noite desta terça-feira (14) a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF/RJ) contra o ex-governador Sérgio Cabral por 184 crimes de lavagem de dinheiro. Esse é o quarto processo contra Cabral na Lava Jato. 

Além da esposa de Cabral, Adriana Ancelmo, acusada por sete crimes, outras noves pessoas enfrentam as mesmas acusações na Justiça: Carlos Miranda (147 crimes), Carlos Bezerra (97 crimes), Álvaro José Galliez Novis (32 crimes), Francisco de Assis Neto (29 crimes), Sérgio Castro de Oliveira (6 crimes), Ary Ferreira da Costa Filho (2 crimes), Thiago de Aragão Gonçalves (7 crimes) e mais dois operadores financeiros (doleiros) - Marcelo Hasson Chebar e Renato Hasson Chebar -, que viraram delatores.

De acordo com o MPF, "os doleiros recebiam dos demais denunciados dinheiro em espécie oriundo dos crimes de corrupção praticados, custodiavam tais recursos em seu escritório e os distribuíam posteriormente para pagamentos de despesas em favor dos membros do grupo criminoso".

"Os colaboradores forneceram uma planilha de controle de caixa que aponta que os recursos por eles custodiados foram utilizados para pagamentos de despesas, no período de 1º de agosto de 2014 a 10 de junho de 2015, no valor de R$ 39,7 milhões, uma média de aproximadamente R$ 4 milhões por mês", diz.

Segundo o ministério, as provas reunidas nas Operações Calicute e Eficiência comprovaram que Sérgio Cabral, no comando da organização criminosa, e mais dez pessoas promoveram a lavagem de ativos, no Brasil, para beneficiar o outros participantes do esquema e para despesas pessoas tanto do ex-governador como dos seus familiares.

"Os conjuntos de atos de lavagem de dinheiro narrados tinham por objetivo converter os recursos de propina em ativos de aparência lícita e/ou distanciar ainda mais de sua origem ilícita o dinheiro derivado de crimes de corrupção praticados pela organização criminosa", continua.

 

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