Chuva escura em São Paulo tinha partículas de queimadas, diz universidade

Análises técnicas elaboradas por duas universidades comprovaram que a água da chuva de cor escura, coletada por moradores de São Paulo nesta segunda-feira (19) após escuridão atípica encobrir a cidade, contém partículas de queimadas. Nas redes sociais, moradores da Grande São Paulo postaram fotos da água da chuva escura.

(Foto: VEJA.com)

247 - Análises técnicas elaboradas por duas universidades comprovaram que a água da chuva de cor escura, coletada por moradores de São Paulo nesta segunda-feira (19) após escuridão atípica encobrir a cidade, contém partículas de queimadas. Nas redes sociais, moradores da Grande São Paulo postaram fotos da água da chuva escura.

A reportagem do portal G1 destaca que "o teste feito pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) identificou a presença de reteno, uma substância proveniente da queima de biomassa e considerada um marcador de queimadas, na água da chuva coletada na segunda-feira. Já o exame realizado pela Universidade Municipal de São Caetano (USCS) mostrou que a concentração de material particulado, ou seja, de fuligem, foi sete vezes maior do que a registrada na água de uma chuva normal."

A matéria ainda acrescenta que "a fumaça das queimadas atingiu as nuvens de chuva que já estavam sobre a cidade na segunda-feira. A fuligem, que viaja a uma altura maior do que o material particulado proveniente da poluição comum, foi então absorvida pela nuvem - dando origem à chuva "preta", segundo Theotonio Pauliquevis, físico e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)."

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