Chuvas deixam a cidade do Rio em estágio de atenção

A informação é do Centro de Operações do Rio de Janeiro; a mudança aconteceu devido à atuação de fortes núcleos de chuva moderada a forte, principalmente nas zonas Norte e Oeste do município

A informação é do Centro de Operações do Rio de Janeiro; a mudança aconteceu devido à atuação de fortes núcleos de chuva moderada a forte, principalmente nas zonas Norte e Oeste do município
A informação é do Centro de Operações do Rio de Janeiro; a mudança aconteceu devido à atuação de fortes núcleos de chuva moderada a forte, principalmente nas zonas Norte e Oeste do município (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - O Centro de Operações do Rio de Janeiro informou que a capital fluminense entrou em estágio de atenção na tarde desta quarta-feira (16), às 13h05. A mudança aconteceu devido à atuação de fortes núcleos de chuva moderada a forte, principalmente nas zonas Norte e Oeste do município. Os maiores registros de pancadas de chuva foram registrados na Avenida Brasil, altura do Mendanha, em Anchieta, Campo Grande e Bangu.

A cidade entrou em estado de crise, no último sábado (12), por conta de fortes pancadas de chuva. Cinco pessoas morreram e milhares de pessoas ficaram desalojadas, principalmente na Região dos Lagos, a mais afetada. Este foi o mês de fevereiro mais chuvoso dos últimos 18 anos. 

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Douglas Correa - Repórter da Agência Brasil

 A chuva de moderada à forte que atingiu o Rio de Janeiro às 13h05 deixou a cidade em estágio de atenção. A chuva já dura mais de três horas e meia, principalmente nas zonas oeste e norte do município.

O estágio de atenção é o segundo nível em uma escala de três e significa possibilidade de acúmulo de água em vias importantes ou bolsões em ruas e avenidas, causando reflexos relevantes no trânsito ou comprometimento do deslocamento da população.  De acordo com o Centro de Operações Rio, a previsão para as próximas horas é de pancadas de chuva em pontos isolados devido a atuação de núcleos de chuva.

O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que, por causa da chuva que atingiu a cidade nas últimas horas, foi acionado, de forma preventiva, o Sistema de Alerta e Alarme Comunitário da prefeitura em quatro comunidades da cidade.

As sirenes tocaram nos seguintes pontos: Chapéu Mangueira, Babilônia, Ladeira dos Tabajaras, na zona sul, e Sítio do Pai João, no Itanhangá, Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Os equipamentos foram disparados a partir das 14h50  e os moradores orientados por agentes comunitários e da Defesa Civil municipal a se dirigirem aos pontos de apoio.

Um dos protocolos de acionamento dos equipamentos consiste no registro a partir de 50 mm de chuva em uma hora, o que pode deixar a encosta vulnerável a deslizamentos. As sirenes ainda estão acionadas e os moradores devem permanecer em locais seguros e aguardar orientações dos técnicos da Defesa Civil para retornarem às suas casas em segurança.

Antes das sirenes, as lideranças comunitárias treinadas pela Defesa Civil já haviam informado aos moradores sobre a possibilidade de evacuação assim que receberam as mensagens nos celulares que a prefeitura do Rio disponibilizou e que compõem o sistema de alerta preventivo.

Em todas as 103 comunidades da cidade também já havia sido disparada a mensagem de voz preventiva que informa da possibilidade de chover forte.

Os equipamentos funcionam nos locais apontados por mapeamento elaborado pela Geo-Rio, que identificou todas as comunidades com pontos de alto risco de deslizamento na cidade e integram o sistema de alerta comunitário desenvolvido pela Defesa Civil, que tem o objetivo de reforçar a atuação em casos de urgências.

Todas as comunidades mapeadas contam com representantes treinados. As sirenes são acionadas caso a Defesa Civil e o Alerta Rio identifiquem que as chuvas atingiram níveis críticos, baseados nas informações coletadas no Centro de Operações Rio, que monitora a cidade 24 horas.

De acordo com o coordenador do Centro de Operações Rio, Pedro Junqueira, as pessoas devem deixar suas residências o mais rápido possível ao ouvir o acionamento das sirenes. “Todo mundo é treinado a se dirigir a um local seguro. Levar algum documento de identidade, remédio de uso contínuo, fechar os bicos de gás e procurar abrigo nos locais previamente determinados pela prefeitura nos simulados feitos com as comunidades”, acrescentou Junqueira. 

O coordenador informou ainda que a Defesa Civil está de prontidão. Os níveis de chuva mais intensos estão localizados nos bairros do Jardim Botânico, Rocinha, Urca e Botafogo, na zona sul, e também no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, onde as sirenes de alerta devem ser acionadas a qualquer momento, “porque o solo está muito encharcado", disse o coordenador do Alerta Rio.

O Sistema de Alerta de Cheias do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) indica que o Rio Pavuna, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, está em alerta máximo, com risco de transbordar a qualquer momento.

Por causa da chuva, o aeroporto Santos Dumont, na região central da cidade, chegou a ficar fechado, mas já foi aberto e está operando com auxílio de instrumentos.

*Colaborou Cristina Indio do Brasil

 

 

 

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