CNV divulga pesquisa sobre morte do ex-presidente JK

A Comissão Nacional da Verdade divulga nesta terça-feira (22) o relatório de pesquisa feita sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que ocorreu em 1976, no Estado do Rio; a comissão inclui a pesquisa sobre as circunstâncias da morte de JK no âmbito da Operação Condor, criada em 1975, no Chile; segundo a comissão, foi "a mais articulada e mais ampla manifestação de Terrorismo de Estado, sem precedentes na história mundial"

Juscelino Kubitschek, President of Brazil, poses in front of a building in Brasilia, capital of Brazil, in 1960.  (AP Photo)
Juscelino Kubitschek, President of Brazil, poses in front of a building in Brasilia, capital of Brazil, in 1960. (AP Photo) (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 – A Comissão Nacional da Verdade (CNV) divulga nesta terça-feira (22) o relatório de pesquisa feita sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que ocorreu em 22 de agosto de 1976, na Via Dutra, em Resende, no Rio de Janeiro. A CNV analisa o caso dede setembro de 2012, atendendo a um pedido da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Minas Gerais (OAB-MG).

A comissão inclui a pesquisa sobre as circunstâncias da morte de JK envolvendo a Operação Condor, criada em novembro de 1975, em Santiago, no Chile, e apontada pela comissão como "a mais articulada e mais ampla manifestação de Terrorismo de Estado, sem precedentes na história mundial".

No estudo da operação, a CNV cita o levantamento sobre a morte de Kubistchek. "Uma atenção especial está sendo dada aos casos de dois ex-presidentes da República: João Goulart e Juscelino Kubitschek. Os fatos, documentos e testemunhos estão sendo compilados para uma avaliação mais precisa sobre a eventual vinculação de suas mortes à Operação Condor, diante das denúncias e evidências apresentadas à CNV", diz a CNV em justificativa do grupo de trabalho criado para analisar a Operação Condor. As informações são do Globo.

A operação tinha como objetivo reprimir os opositores da Argentina, da Bolívia, do Brasil, do Chile, do Paraguai e do Uruguai. De acordo com o colegiado, a operação consistiu em uma "ação coordenada, à margem da lei, no combate sem limites e sem fronteiras à oposição, armada ou não, aos regimes militares da região", contando com respaldo militar, político e técnico.

"Graças à Condor e os desdobramentos do Terrorismo de Estado e das ditaduras, toda uma geração de lideranças políticas e intelectuais foi silenciada ou dizimada no extremo meridional da América", afirma a comissão.

Uma delegação iniciou nesta segunda-feira (21) uma missão oficial no Chile em busca de informações em arquivos e instituições da área de direitos humanos para ajudar nas investigações da CNV. A comissão já visitou Argentina, Paraguai e Uruguai.

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