Com apoio de irmão de Bolsonaro, ruralistas tentam impedir demarcação de terras índigenas em SP

Reportagem do The Intercept aponta que Renato Bolsonaro e um grupo de ruralistas tentam inviabilizar a demarcação de 25 mil hectares de terras indígenas na região do Vale do Ribeira

(Foto: Reprodução | Fernando Martinho/Repórter Brasil)

247  - Reportagem do The Intercept aponta que Renato Bolsonaro e um grupo de ruralistas tentam inviabilizar a demarcação de 25 mil hectares de terras indígenas.

"O Vale do Ribeira, onde Bolsonaro e os cinco irmãos foram criados, abriga a maior área contínua de Mata Atlântica do país e duas terras indígenas já regularizadas pelo governo federal. Desde 2016, a Funai identificou outras nove áreas como pertencente a indígenas, em processos ainda não finalizados. Elas somam 25 mil hectares – área maior do que a cidade de Recife – e se sobrepõem a terras ocupadas por incorporadoras, pecuaristas, empresários, bananicultores, posseiros e pequenos agricultores".

"Com a eleição de Jair Bolsonaro – que cresceu em Eldorado, a 100 km de Miracatu –, a expectativa dos produtores locais é de permanecerem nas terras, já que o presidente da República prometeu diversas vezes não regularizar nenhum território indígena em seu mandato".

"'Pelo que o chefe da Funai falou na audiência, sobre a possibilidade de redução da área [indígena], vai ser ótimo. Não vai ter atrito”, me disse Alex Campreguer, que tem uma plantação de 10 mil pés de banana no bairro Santa Rita do Ribeira, onde foi identificada pela Funai a terra indígena Amba Porã, em Miracatu".

"Se essa área for oficialmente demarcada, 35 ocupantes não indígenas do território serão retirados, entre posseiros (sem escritura da terra) e proprietários rurais. Em Miracatu também foram identificadas pela Funai as terras indígenas Djaiko-Aty e Ka’Aguy Mirim, que afetam os imóveis de outros 50 produtores rurais."

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