Com o País sem vacinas, diretor do Butantan lembra que Pazuello ignorou três ofícios com ofertas da Coronavac

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que o Ministério da Saúde ignorou ofícios da entidade sediada em São Paulo para a aquisição de novas doses de vacina CoronaVac contra a Covid-19. "Vamos colocar a responsabilidade em quem tem a responsabilidade", disse

Eduardo Pazuello e Dimas Covas
Eduardo Pazuello e Dimas Covas (Foto: ABr | GOVSP)
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247 - O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou nesta sexta-feira (19) que o Ministério da Saúde, atualmente comandado pelo general Eduardo Pazuello, ignorou três ofícios enviados pelo instituto em 2020 oferecendo doses de vacina contra Covid-19 ao governo federal.

As ofertas do Butantan aconteceram nos meses de julho, agosto e outubro do ano passado.

"Vamos colocar a responsabilidade em quem tem a responsabilidade. Estão aqui os ofícios que foram encaminhados ao Ministério da Saúde ofertando vacinas", disse Covas.

"O primeiro [ofício] foi em 30 de julho de 2020. Ofertamos nessa oportunidade 60 milhões de doses de vacinas prontas para entrega ainda em 2020 e 100 milhões para serem entregues em 2021. Não tivemos resposta", acrescentou.

Na segunda-feira (15) passada, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, alertou para a necessidade de mais estoques de vacinas. Em entrevista à TV 247, três dias antes, na sexta-feira (12), o governador da Bahia, Rui Costa (PT), cobrou mais velocidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na desburocratização para os estados ampliar o número de doses oferecidas à população. 

"Nós temos possibilidade de 10 milhões no curtíssimo prazo de vacinas chegarem e serem distribuídas, o que faria uma grande diferença para vacinarmos em larga escala", disse.

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