Com regalias, Jeff ironiza “feijoada” de Delúbio

Assessoria de imprensa do ex-deputado publicou hoje em sua conta no Twitter que "preso há 5 dias, Roberto Jefferson não pôde ainda receber a visita de qualquer familiar. Que dirá comer feijoada"; apesar da ironia à denúncia de que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares tem direito a feijoada aos finais de semana na Papuda, o fato é que Jefferson tem, sim, regalias; preso 100 dias depois que outros condenados, ele foi levado a uma penitenciária no mesmo estado onde mora, sem grandes exposições, como as do feriado de 15 de novembro, com direito a cela individual e ainda a "dieta alternativa" na cadeia

Assessoria de imprensa do ex-deputado publicou hoje em sua conta no Twitter que "preso há 5 dias, Roberto Jefferson não pôde ainda receber a visita de qualquer familiar. Que dirá comer feijoada"; apesar da ironia à denúncia de que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares tem direito a feijoada aos finais de semana na Papuda, o fato é que Jefferson tem, sim, regalias; preso 100 dias depois que outros condenados, ele foi levado a uma penitenciária no mesmo estado onde mora, sem grandes exposições, como as do feriado de 15 de novembro, com direito a cela individual e ainda a "dieta alternativa" na cadeia
Assessoria de imprensa do ex-deputado publicou hoje em sua conta no Twitter que "preso há 5 dias, Roberto Jefferson não pôde ainda receber a visita de qualquer familiar. Que dirá comer feijoada"; apesar da ironia à denúncia de que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares tem direito a feijoada aos finais de semana na Papuda, o fato é que Jefferson tem, sim, regalias; preso 100 dias depois que outros condenados, ele foi levado a uma penitenciária no mesmo estado onde mora, sem grandes exposições, como as do feriado de 15 de novembro, com direito a cela individual e ainda a "dieta alternativa" na cadeia (Foto: Gisele Federicce)
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Rio 247 – Apesar de preso, o ex-deputado Roberto Jefferson continua a fazer provocações contra os outros condenados na Ação Penal 470, mesmo que por meio de sua assessoria de imprensa. Nesta sexta-feira 28, a assessoria do delator do 'mensalão' publicou, na conta de Jefferson no Twitter: "Informação da Assessoria: Preso há 5 dias, Roberto Jefferson não pôde ainda receber a visita de qualquer familiar. Que dirá comer feijoada".

A frase é uma ironia às chamadas regalias aos condenados na AP 470 na Penitenciária da Papuda, em Brasília, apontadas pelo Ministério Público. Além da feijoada, o MP mencionou visitas em dias alternativos e o uso de equipamentos como eletrodomésticos ou frigideiras pelos presos. As denúncias foram negadas pela OAB, que em visita à Papuda, disse não ter visto "nenhum privilégio" aos condenados no chamado 'mensalão' (leia aqui).

Apesar da mensagem, o fato é que Roberto Jefferson teve e tem, sim, regalias. Condenado sem direito a recursos no STF, o ex-deputado foi levado para um presídio em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, mesmo estado onde mora, mais de três meses depois do que os outros, na última segunda-feira 24.

Os dirigentes petistas tiveram que viajar para Brasília, onde cumprem pena na Penitenciária da Papuda. Quando foi preso, Jefferson também não sofreu grandes exposições, a exemplo de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, que receberam ordem de prisão em 15 de novembro, dia em que se comemora a Proclamação da República, um feriado nacional.

De acordo com informações da Secretaria de Administração Penitenciária, Roberto Jefferson é alimentado com uma "dieta alternativa", "feita por nutricionistas" e que busca "atender às necessidades do preso" – que foi submetido a cirurgias para a retirada de um câncer no pâncreas. Ele também está em uma cela individual (leia aqui).

A "feijoada"

Na noite de ontem, o juiz Bruno Ribeiro, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, determinou a suspensão temporária dos benefícios de Delúbio Soares, que voltou para o regime fechado – no semiaberto, ele trabalhava na CUT durante o dia – e não poderá sair da prisão para passar o Carnaval com a família. O motivo é a denúncia – não comprovada – de que o ex-tesoureiro do PT comia feijoada aos finais de semana.

A decisão de do juiz, que é filho do ex-dirigente do PSDB no Distrito Federal Raimundo Ribeiro, passou por cima do Supremo Tribunal Federal e ignorou posicionamento da Ordem dos Advogados do Brasil, que afirmou não ter identificado qualquer privilégio aos presos da AP 470. Braço-direito do presidente do STF, Joaquim Barbosa, Bruno Ribeiro ordenou a suspensão no mesmo dia em que o Supremo absolveu oito réus do crime de formação de quadrilha (leia aqui).

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