Com renegociação, Rio deve ter alívio de R$ 5 bi

O presidente interino Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vão propor, na reunião desta segunda-feira (20) com governadores, uma carência do valor total das parcelas por dez meses aos estados; uma proposta nesses moldes daria um alívio imediato de pelo menos R$ 5 bilhões ao Rio de Janeiro, comandado por Francisco Dornelles (foto), e de cerca de R$ 30 bilhões para todos as unidades da federação; os montantes não pagos serão acumulados no estoque da dívida

Rio de Janeiro - O governador em exercício, Francisco Dornelles, após visitar o governador Luiz Fernando Pezão em sua residência, no Leblon (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - O governador em exercício, Francisco Dornelles, após visitar o governador Luiz Fernando Pezão em sua residência, no Leblon (Fernando Frazão/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - O presidente interino Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vão propor, na reunião desta segunda-feira (20) com governadores, uma carência do valor total das parcelas por dez meses aos estados. Uma proposta nesses moldes daria um alívio imediato de pelo menos R$ 5 bilhões ao Rio de Janeiro e de cerca de R$ 30 bilhões para todos as unidades da federação. Os montantes não pagos serão acumulados no estoque da dívida.

A nova proposta da equipe econômica deve funcionar como uma carta na manga do governo, pois os estados já sinalizaram que não estão dispostos a aceitar o que está na mesa e foi oferecido pela Fazenda há cerca de dez dias: um desconto inicial de 100% nas parcelas que decresce linearmente, mês a mês, por 18 meses. 

Para os casos do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, que enfrentam grave crise financeira, a carência deve ser insuficiente para resolver os problemas de caixa. Como consequência, esses estados devem pressionar por uma solução à parte, assim como o socorro de R$ 2,9 bilhões para o Rio. Outros estados também devem pressionar para que, além da renegociação da dívida, o governo considere as particularidades de cada estado.

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