Conselho de Ética rejeita suspensão do mandato de Jean Wyllys

Deputado federal, porém, foi advertido por ter cuspido em Jair Bolsonaro (PSC-RJ), durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff, em abril de 2016; a advertência foi uma "censura por escrito", aprovada por 13 votos a zero no colegiado da Câmara; a sugestão de suspensão do mandato foi derrotada por 9 votos a 4; segundo Jean, o cuspe foi uma reação a ofensas homofóbicas feitas por Bolsonaro contra ele

Deputado federal, porém, foi advertido por ter cuspido em Jair Bolsonaro (PSC-RJ), durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff, em abril de 2016; a advertência foi uma "censura por escrito", aprovada por 13 votos a zero no colegiado da Câmara; a sugestão de suspensão do mandato foi derrotada por 9 votos a 4; segundo Jean, o cuspe foi uma reação a ofensas homofóbicas feitas por Bolsonaro contra ele
Deputado federal, porém, foi advertido por ter cuspido em Jair Bolsonaro (PSC-RJ), durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff, em abril de 2016; a advertência foi uma "censura por escrito", aprovada por 13 votos a zero no colegiado da Câmara; a sugestão de suspensão do mandato foi derrotada por 9 votos a 4; segundo Jean, o cuspe foi uma reação a ofensas homofóbicas feitas por Bolsonaro contra ele (Foto: Gisele Federicce)

247 - O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados rejeitou suspender o mandato do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) por ter cuspido em Jair Bolsonaro (PSC-RJ) durante a sessão que aprovou o impeachment de Dilma Rousseff, em abril de 2016.

Wyllys, porém, foi advertido com uma "censura por escrito", aprovada por 13 votos a zero no colegiado da Câmara. A sugestão de suspensão do mandato por 30 dias, feita pelo relator do processo, deputado Ricardo Izar (PP-SP), foi derrotada por 9 votos a 4.

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Conselho de Ética aprova censura por escrito contra o deputado Jean Wyllys

Por Janary Júnior - O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar aprovou uma censura por escrito contra o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) por ter cuspido no também deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

O episódio aconteceu em abril do ano passado, na sessão que aprovou a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

A decisão foi contrária ao parecer do relator do processo contra Wyllys, Ricardo Izar (PP-SP).

Inicialmente, Izar havia pedido a suspensão do mandato do deputado do Psol-RJ por 4 meses. Hoje ele mudou a recomendação para suspensão do exercício do mandato pelo prazo de 30 dias. Mesmo assim, seu parecer não foi acolhido. Ele teve 4 votos favoráveis e 9 contra.

Coube ao deputado Julio Delgado (PSB-MG) ler o parecer vencedor, pela censura, que recebeu 13 favoráveis e nenhum contrário.

Fim do processo
Com a censura, o processo se esgota e não será mais levado ao Plenário da Casa. Caberá ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, proferir a censura.

O processo administrativo contra Jean Wyllys foi proposto pela Mesa Diretora da Câmara (Representação 11/16), que pediu uma pena de seis meses de suspensão do mandato.

Wyllys não participou da reunião de hoje do Conselho.

Entenda o caso
No final do ano passado os dois depuseram no Conselho de Ética.

Wyllys alegou que reagiu a ofensas homofóbicas de Bolsonaro, ditas anteriormente à data do episódio e também no dia. Bolsonaro negou as ofensas e disse que que no dia do impeachment dirigiu a Wyllys apenas a frase "Tchau, querida", um dos bordões da campanha contra Dilma. O deputado do Psol votou contra a abertura de processo de impedimento da ex-presidente. Bolsonaro votou a favor.

Izar reconheceu que Wyllys foi provocado, mas afirmou que a atitude dele, ao revidar cuspindo, possui "natureza injuriosa" e é incompatível com o decoro parlamentar.

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