Corte de verbas promovido pelo governo Bolsonaro gera atraso no maior projeto científico do país

O principal projeto do governo federal de pesquisa científica, o Sirius, em Campinas, interior de São Paulo, não ficará completamente pronto até o fim de 2020, conforme previsto inicialmente, por conta do corte de verbas promovidas pelo governo Bolsonaro

Sirius: maior estrutura científica do país, instalada em Campinas (SP)
Sirius: maior estrutura científica do país, instalada em Campinas (SP) (Foto: CNPEM/Sirius/Divulgação)
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247  - O principal projeto do governo federal de pesquisa científica, o Sirius, em Campinas, interior de São Paulo, não ficará completamente pronto até o fim de 2020, conforme previsto inicialmente. A informação é do Portal G1. 

Com a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil (leia mais ao final da reportagem), o projeto recebeu até setembro repasse de R$ 75 milhões dos R$ 255,1 milhões previstos para 2019 — 29,4% do total. Do valor repassado, R$ 50 milhões foram gastos.

O Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de “raio X superpotente” que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. Atualmente, há apenas um laboratório de 4ª geração de luz síncrotron operando no mundo: o MAX-IV, na Suécia.

No Brasil, essa tecnologia só está disponível em equipamentos de 2ª geração, em funcionamento há 30 anos.

Apesar de garantir o início de operação no próximo ano, o diretor do projeto, Antônio José Roque da Silva, diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), destaca que o orçamento dotado pelo governo federal impede a conclusão no prazo inicial. Segundo ele, a entrega de todas as 13 linhas de pesquisa previstas no Sirius deverá ficar para 2021.

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