Covas demite funcionários de hospital municipal de grande relevância em meio à pandemia de Covid-19

70 funcionários do Hospital Municipal do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, foram demitidos sumariamente pela Prefeitura de São Paulo. Muitos trabalhavam no hospital há cerca de 10 anos

(Foto: Divulgação)
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247 - Em meio à pandemia de Covid-19, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas,  demitiu 70 funcionários do Hospital Municipal do Campo Limpo, na zona sul da capital. Dentre os que perderam o emprego, 27 trabalhavam no pronto-socorro, informa o Agora São Paulo.

Segundo o representante do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep-SP), Douglas Cardozo, grande parte dos funcionários estava trabalhando em contratos de emergência que estavam irregulares. “Muitos trabalhavam no hospital há 8 ou 12 anos e o contrato estava vencido há muito tempo”, conta.

O maior corte aconteceu entre os profissionais da área de enfermagem: 44 enfermeiros e auxiliares foram demitidos nos mais variados setores. Entre médicos, foram 14 demissões, dentre eles dez cirurgiões, dois ortopedistas, um psiquiatra e um clínico geral.

O pronto-socorro do Hospital do Campo Limpo perdeu um número significativo de profissionais. Oito dos dez cirurgiões trabalhavam no setor, assim como o clínico geral. Além disso, 16 enfermeiros do pronto-socorro e dois funcionários administrativos também foram desligados.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, informou que “novas contratações já estão em andamento e o atendimento à população não será prejudicado”.

O Sindsep-SP também afirma que demissões de trabalhadores sob o regime de contrato emergencial aconteceram em outros três hospitais da capital: o Hospital Municipal do Jabaquara, o Hospital Municipal do Tatuapé e o Hospital Municipal da Mooca. A quantidade de profissionais desligados ainda está sendo apurada pela associação.

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