CPI investiga sumiço de oito mil munições da PM

Relatório da Polícia Militar entregue para a CPI das Armas informou que, segundo a Corregedoria da PM, quase oito mil munições sumiram da sede do governo do Rio (Palácio Guanabara) e do quartel general da corporação; o sumiço foi constatado no dia nove de setembro, mas ainda não foi possível saber quando as munições foram roubadas; "Até ontem na CPI, a informação era de 2,6 mil munições que desapareceram mês passado. Mas agora nós passamos ali e percebemos que, além disso, foram roubadas 17 pistolas ao longo dos últimos anos lá, ao lado do governador", afirmou o deputado Carlos Minc  

Relatório da Polícia Militar entregue para a CPI das Armas informou que, segundo a Corregedoria da PM, quase oito mil munições sumiram da sede do governo do Rio (Palácio Guanabara) e do quartel general da corporação; o sumiço foi constatado no dia nove de setembro, mas ainda não foi possível saber quando as munições foram roubadas; "Até ontem na CPI, a informação era de 2,6 mil munições que desapareceram mês passado. Mas agora nós passamos ali e percebemos que, além disso, foram roubadas 17 pistolas ao longo dos últimos anos lá, ao lado do governador", afirmou o deputado Carlos Minc
 
Relatório da Polícia Militar entregue para a CPI das Armas informou que, segundo a Corregedoria da PM, quase oito mil munições sumiram da sede do governo do Rio (Palácio Guanabara) e do quartel general da corporação; o sumiço foi constatado no dia nove de setembro, mas ainda não foi possível saber quando as munições foram roubadas; "Até ontem na CPI, a informação era de 2,6 mil munições que desapareceram mês passado. Mas agora nós passamos ali e percebemos que, além disso, foram roubadas 17 pistolas ao longo dos últimos anos lá, ao lado do governador", afirmou o deputado Carlos Minc   (Foto: Leonardo Lucena)
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Rio 247 - A Corregedoria da Polícia Militar informou que quase oito mil munições sumiram da sede do governo do Rio (Palácio Guanabara) e do quartel general da Polícia Militar. O sumiço dos projéteis foi constatado no dia nove de setembro, mas ainda não foi possível saber quando as munições foram roubadas.

O desfalque foi notado após um relatório da PM ter sido entregue para a CPI das Armas e divulgado nessa quinta-feira (22). "Até ontem na CPI, a informação era de 2,6 mil munições que desapareceram mês passado. Mas agora nós passamos ali e percebemos que, além disso, foram roubadas 17 pistolas ao longo dos últimos anos lá, ao lado do governador", afirmou o deputado Carlos Minc.

O controle de entrada e saída de armas é feito a mão com registro em papeis. A PM informou que pode ter havido uma falha administrativa. De acordo com a corporação, as munições podem ter sido usadas e não terem sido lançadas no livro de registros.

"A responsabilidade por abastecer o Estado Maior com essas informações é do chefe da reserva, é um oficial responsável e graduado antigo. Então ele faz um registro em um livro, ainda temos esse processo, mas também temos o processo de informatização e esse foi o avanço", disse o corregedor Victor Yunes. As informações são do G1.

A CPI das Armas aponta que nos últimos 10 anos, 617 armas sumiram de quase todos os batalhões da PM. A Polícia afirma que já está investigando o desaparecimento das armas e munições. "Eu posso dizer para vocês que esse trabalho tem praticamente um ano, nós juntamos esse inquérito e vamos chegar aos responsáveis por esses desvios e acho que mais uma vez dando uma resposta com relação ao desvio de armas da polícia", afirmou o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame.

Em nota, a PM informou que "para cada suspeita de extravio desse conjunto de armas houve a devida instauração de procedimento apuratório (em alguns casos foi concluído que houve erro de controle interno)".

Leia na íntegra a nota da PM:

"A Polícia Militar esclarece que durante depoimento à CPI das Armas, na tarde desta quinta-feira (22/10), o corregedor coronel Victor Yunes entregou aos parlamentares um relatório que trata da suspeita de extravio de armas e munições da corporação desde 1993, totalizando 457 armas. Para cada suspeita de extravio desse conjunto de armas houve a devida instauração de procedimento apuratório (em alguns casos foi concluído que houve erro de controle interno).

Em 2012 a Corregedoria Interna da PM instaurou um inquérito (IPM) para verificar se houve relação entre os casos de suspeita de extravio dessas armas, ou seja, se o mesmo policial pode ter envolvimento em mais de um caso.

Em relação às 2,5 mil munições com suspeita de extravio do paiol da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) há um inquérito instaurado pela unidade, em setembro deste ano, a fim de apurar o fato, ou seja, se houve falha administrativa (consumo da munição não lançado corretamente durante as instruções) ou se de fato houve extravio. Este IPM está em andamento."

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