Crise do Rio é “catástrofe social”, diz arcebispo

Bispos do Regional Leste 1 da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgaram uma carta aberta à população do estado do Rio de Janeiro sobre o sofrimento com a crise econômica local; a carta, assinada pelo cardeal-arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, informa que, “como pastores, não podemos deixar de nos sentir afetados pelas lágrimas que brotam de tantas situações precárias que atingem, entre outras, as áreas da saúde, educação, alimentação, segurança, moradia, emprego, não recebimento de salários e aposentadorias”; no documento, os bispos reconhecem "uma situação que não podemos deixar de denominar como catástrofe social"

Bispos do Regional Leste 1 da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgaram uma carta aberta à população do estado do Rio de Janeiro sobre o sofrimento com a crise econômica local; a carta, assinada pelo cardeal-arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, informa que, “como pastores, não podemos deixar de nos sentir afetados pelas lágrimas que brotam de tantas situações precárias que atingem, entre outras, as áreas da saúde, educação, alimentação, segurança, moradia, emprego, não recebimento de salários e aposentadorias”; no documento, os bispos reconhecem "uma situação que não podemos deixar de denominar como catástrofe social"
Bispos do Regional Leste 1 da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgaram uma carta aberta à população do estado do Rio de Janeiro sobre o sofrimento com a crise econômica local; a carta, assinada pelo cardeal-arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, informa que, “como pastores, não podemos deixar de nos sentir afetados pelas lágrimas que brotam de tantas situações precárias que atingem, entre outras, as áreas da saúde, educação, alimentação, segurança, moradia, emprego, não recebimento de salários e aposentadorias”; no documento, os bispos reconhecem "uma situação que não podemos deixar de denominar como catástrofe social" (Foto: Leonardo Lucena)
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Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

Os bispos do Regional Leste 1 da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgaram nesta quarta-feira (4) uma carta aberta à população do estado do Rio de Janeiro sobre o sofrimento com a crise econômica local. A carta informa que, “como pastores, não podemos deixar de nos sentir afetados pelas lágrimas que brotam de tantas situações precárias que atingem, entre outras, as áreas da saúde, educação, alimentação, segurança, moradia, emprego, não recebimento de salários e aposentadorias”.

No documento, os bispos reconhecem "uma situação que não podemos deixar de denominar como catástrofe social. O número de pessoas atingidas nos habilita a assim considerar o quadro que se apresenta diante de nós. Interpelados pelo Deus de Justiça, não podemos permanecer de braços cruzados e insensíveis à dor de qualquer ser humano. Temos consciência de muitas das causas da atual situação. Clamamos por sua superação e consideramos urgente que se olhe para as consequências que ferem a dignidade dos filhos e filhas de Deus, atingidos de maneira ultrajante”.

Na carta, assinada pelo cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, os bispos lembram que não se pode deixar de exortar os que mais diretamente têm a responsabilidade de encontrar com rapidez soluções estruturais para a triste realidade que atinge a população. "Investidos no Poder Público em seus diversos âmbitos, têm diante de si a responsabilidade moral e legal de buscar soluções, devendo fazê-lo através da união de forças, do diálogo e também da criatividade, dentro do espírito democrático e pacífico que marca nossa nação”.

Em outro trecho da carta, os bispos pedem soluções imediatas para as dores que não podem esperar o dia de amanhã, "aguardando os trâmites dos planejamentos e das burocracias".

Para o cardeal-arcebispo do Rio, que também é presidente do Regional Leste 1 da CNBB, "o ponto de partida encontra-se em cada pessoa cujo coração não se endureceu de tão acostumado a ouvir clamores, a enxergar lágrimas. Por isso, na criatividade tão própria do povo brasileiro, cada um encontre formas de ajudar a quem está bem próximo, ao alcance da mão e do coração”.

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