Crise na Universidade Gama Filho

Chegou-se a uma situação insustentável, em que alunos são privados de aulas, enquanto professores e funcionários não recebem seus salários desde o início do ano. Enfim, o respeito deixou de existir

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A Universidade Gama Filho, uma das mais tradicionais e renomadas instituições de ensino superior do Rio de Janeiro, vem passando por uma crise sem precedentes. Chegou-se a uma situação insustentável, em que alunos são privados de aulas, enquanto professores e funcionários não recebem seus salários desde o início do ano. Enfim, o respeito deixou de existir, e o descaso comanda a gestão da Universidade.

As mensalidades vêm sendo pagas pelos alunos, mas a instituição não honra com o pagamento de suas contas. São cerca de 30 mil estudantes nessa absurda situação, entre alunos da Gama Filho e da UniverCidade. Mas a crise financeira do grupo Galileo Educacional, mantenedor das duas instituições desde 2011, engloba não somente atraso de pagamentos de salários, férias e recolhimento de FGTS.  Diversas unidades da UniverCidade e o campus da Gama Filho situado na Barra da Tijuca foram fechados recentemente e os laboratórios estão sucateados. Falta água, falta luz, faltam equipamentos para subsidiar o ensino prático.

O curso de Medicina, com uma mensalidade que ultrapassa os R$ 3.500, tem ainda como um de seus principais problemas a falta de pagamento do convênio com a Santa Casa de Misericórdia, onde os alunos tinham aulas práticas.

Cerca de 70 alunos da Universidade Gama Filho, representantes do DCE e de diversos cursos, estiveram em Brasília esta semana em busca do apoio do Senhor Ministro da Educação. Embora o encontro com o Ministro não tenha acontecido, acredito que esses alunos tenham ido embora com um raio de esperança. A reunião no Ministério resultou na formação de uma Comissão Paritária, composta por membros do MEC, da mantenedora, dos docentes, do corpo discente, de funcionários administrativos e de pais de alunos, que vai acompanhar todo o processo de intervenção do MEC.

Na Câmara dos Deputados, foi criada uma subcomissão, da qual faço parte, no âmbito da Comissão de Educação, que estará no Rio de Janeiro na próxima semana para interceder sobre o caso. Estou intercedendo, ainda, junto à Comissão, para que seja colocado em votação o Projeto de Lei n° 4.372/2012, oriundo do Poder Executivo, que cria o Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior – Insaes.

Esses alunos e professores não podem continuar reféns de uma administração desqualificada e que comete um crime contra a educação. Sim, porque essa absurda situação, mais que descaso, se configura como crime!

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