Crise no Rio: um terço dos municípios já atrasa salários

A profunda crise que atinge o Rio de Janeiro vai muito além da capital; dos 92 municípios fluminenses, pelo menos 30 (ou 32% do total) precisaram mudar o calendário habitual de depósitos e adiar os pagamentos de seus servidores em uma semana ou, em alguns casos, até meses; Rio afora, a situação financeira ainda deixou um rastro de obras inacabadas e serviços precários; atrasos constantes de repasses estaduais destinados à saúde também espalham prejuízos à população

A profunda crise que atinge o Rio de Janeiro vai muito além da capital; dos 92 municípios fluminenses, pelo menos 30 (ou 32% do total) precisaram mudar o calendário habitual de depósitos e adiar os pagamentos de seus servidores em uma semana ou, em alguns casos, até meses; Rio afora, a situação financeira ainda deixou um rastro de obras inacabadas e serviços precários; atrasos constantes de repasses estaduais destinados à saúde também espalham prejuízos à população
A profunda crise que atinge o Rio de Janeiro vai muito além da capital; dos 92 municípios fluminenses, pelo menos 30 (ou 32% do total) precisaram mudar o calendário habitual de depósitos e adiar os pagamentos de seus servidores em uma semana ou, em alguns casos, até meses; Rio afora, a situação financeira ainda deixou um rastro de obras inacabadas e serviços precários; atrasos constantes de repasses estaduais destinados à saúde também espalham prejuízos à população (Foto: Giuliana Miranda)

Rio 247 - A profunda crise que atinge o Rio de Janeiro vai muito além da capital, epicentro das decisões do governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB), afetando também várias cidades da região Metropolitana e do interior. Dos 92 municípios fluminenses, pelo menos 30 (ou 32% do total) precisaram mudar o calendário habitual de depósitos e adiar os pagamentos de seus servidores em uma semana ou, em alguns casos, até meses. 

O levantamento foi feito por O Globo. Em outras 14 cidades, que detêm juntas menos de 1% dos 16,6 milhões de habitantes do estado, como Macuco e Laje do Muriaé, a reportagem não obteve respostas.

"Rio afora, a situação financeira ainda deixou um rastro de obras inacabadas e serviços precários, principalmente pelo desmantelamento do programa estadual Somando Forças, de convênios com os municípios para realização de projetos. Atrasos constantes de repasses estaduais destinados à saúde também espalham prejuízos à população, que, assim como o funcionalismo, sente os efeitos da crise financeira", diz a reportagem.

A matéria informa ainda que, "com a queda generalizada de receitas, até as maiores cidades têm tido problemas para pagar seus servidores, seja adiando por uma semana a data habitual ou até por quatro meses, caso dos funcionários da saúde de Belford Roxo. Duque de Caxias vem parcelando vencimentos há três meses. Araruama só quitou os pagamentos de setembro no último dia 10. Já Angra dos Reis, até a última sexta-feira, não havia depositado os salários dos funcionários da saúde. Na cidade, o Hospital Municipal da Japuíba pede socorro: sem insumos básicos e médicos de plantão por falta de horas adicionais pagas, vem internando pacientes nos corredores."

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247