Crivella prevê menos arrecadação e promete corte de gastos

O futuro prefeito do Rio, Marcelo Crivella, afirmou que a previsão da Secretaria de Fazenda do município é que as despesas cheguem a R$ 29 bilhões e a arrecadação despenque. O prefeito defendeu a decisão de reduzir para 12 o número de secretarias e cortar pela metade o número de cargos de livre indicação

O governo lança o Plano Nacional de Combate à Pesca Ilegal, Palácio Itamaraty. O plano é uma parceria entre os ministérios da Pesca e Aquicultura, Meio Ambiente, Defesa, Agricultura, Justiça e Marinha do Brasil.  Ministro Marcelo Crivela
O governo lança o Plano Nacional de Combate à Pesca Ilegal, Palácio Itamaraty. O plano é uma parceria entre os ministérios da Pesca e Aquicultura, Meio Ambiente, Defesa, Agricultura, Justiça e Marinha do Brasil. Ministro Marcelo Crivela (Foto: Fatima 247)
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Agência Brasil - O prefeito eleito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, voltou hoje (28) a prometer austeridade e cortes em seu governo, que terá início na semana que vem. Crivella visitou na manhã desta quarta-feira o Hospital Federal de Bonsucesso, na zona norte da cidade.

"A realidade é de uma crise grave, de R$ 4 bilhões de déficit nesse novo orçamento, e em que vamos precisar da compreensão e do sacrifício de todos. E nem pensar em investimento. Neste momento temos que pensar em diminuir essa fila do Sisreg [sistema que regula atendimentos do SUS], e é nisso que estamos trabalhando", disse Crivella.

O futuro prefeito afirmou que a previsão da Secretaria de Fazenda do município é que as despesas cheguem a R$ 29 bilhões e a arrecadação despenque. O prefeito defendeu a decisão de reduzir para 12 o número de secretarias e cortar pela metade o número de cargos de livre indicação.

Crivella disse ainda que pretende renegociar empréstimos com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal. Segundo ele, a prefeitura adquiriu R$ 10 bilhões em empréstimos nos últimos oito anos, e as duas instituições são as maiores credoras.

Crivella evitou comentar sobre o reajuste das passagens de ônibus municipais e disse que só responderá a perguntas sobre o tema "a partir do dia 2". A posse será neste domingo (1º), e ele participa hoje de um almoço com o atual prefeito, Eduardo Paes.

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