Dados de antena de celular mostra que, apesar de ser funcionária, mãe de miliciano nunca teria ido à Alerj

A informação é baseada em dados sobre a localização dos celulares de Raimunda Veras Magalhãe, mãe do miliciano Adriano da Nóbrega, que era assessora do então deputado estadual Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro e Adriano Mendonça da Nóbrega
Flávio Bolsonaro e Adriano Mendonça da Nóbrega (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado | Reprodução)
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247 - As investigações sobre o caso da rachadinha, feita pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, revelou que uma das assessoras do então deputado Flávio Bolsonaro nunca teria ido à Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) enquanto esteve lotada no gabinete do parlamentar e a outra só esteve lá três vezes durante período de três anos. A informação é do UOL.

A informação é baseada em dados sobre a localização dos celulares de Raimunda Veras Magalhães e Luiza Souza Paes que eram assessoras do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.

Raimunda, que é a mãe de Adriano da Nóbrega, o Capitão Adriano, miliciano morto na Bahia em fevereiro, ela não compareceu à Alerj enquanto exercia função pública. Além disso, ela também aparece como proprietária de restaurantes desde 2009. Para o MP-RJ, isso reforça os indícios de que ela nunca, de fato, trabalhou na assembleia.

"Raimunda supostamente atuava como empresária desde o ano de 2009, inviabilizando o exercício concomitante da função pública", resumiu o juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, baseado em informações do MP-RJ.

O juiz foi quem decretou a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro e apontado como o operador da rachadinha no gabinete do filho de Jair Bolsonaro. Queiroz foi encontrado e preso nesta quinta (18), em Atibaia (SP).

Luiza Souza Paes, outra ex-assessora de Flávio, entre dezembro 2014 e novembro de 2017, só esteve nas cercanias da Alerj por três dias. "Luiza Souza Paes foi localizada remotamente através do uso de seu aparelho celular em apenas três datas no raio de 750 m de distância da Alerj durante o período que permaneceu formalmente nomeada", reproduziu o juiz Itabaiana, em sua decisão.

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