DCM: Pezão venderá Cedae por 9% de seu valor real

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) terá seu primeiro lote de ações leiloado nesta sexta-feira (27); valor exigido para que a empresa seja privatizada não chega a 9% dos seus ativos reais; informação divulgada pelos jornalistas Pedro Zambarda e Renato Bazan (da CTB) consta nos documentos distribuídos pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Saneamento Básico do Rio (SINTSAMA-RJ); documento mostra de forma detalhada, todo o patrimônio da estatal, e estipula o valor de R$ 36 bilhões, além de R$ 2 bilhões em restituições tributárias devidas pelo governo federal; governo Pezão, no entanto, pretende negociar os papéis da estatal por apenas R$ 3,4 bilhões

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) terá seu primeiro lote de ações leiloado nesta sexta-feira (27); valor exigido para que a empresa seja privatizada não chega a 9% dos seus ativos reais; informação divulgada pelos jornalistas Pedro Zambarda e Renato Bazan (da CTB) consta nos documentos distribuídos pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Saneamento Básico do Rio (SINTSAMA-RJ); documento mostra de forma detalhada, todo o patrimônio da estatal, e estipula o valor de R$ 36 bilhões, além de R$ 2 bilhões em restituições tributárias devidas pelo governo federal; governo Pezão, no entanto, pretende negociar os papéis da estatal por apenas R$ 3,4 bilhões
A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) terá seu primeiro lote de ações leiloado nesta sexta-feira (27); valor exigido para que a empresa seja privatizada não chega a 9% dos seus ativos reais; informação divulgada pelos jornalistas Pedro Zambarda e Renato Bazan (da CTB) consta nos documentos distribuídos pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Saneamento Básico do Rio (SINTSAMA-RJ); documento mostra de forma detalhada, todo o patrimônio da estatal, e estipula o valor de R$ 36 bilhões, além de R$ 2 bilhões em restituições tributárias devidas pelo governo federal; governo Pezão, no entanto, pretende negociar os papéis da estatal por apenas R$ 3,4 bilhões (Foto: Aquiles Lins)

Rio 247 - A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) terá seu primeiro lote de ações leiloado nesta sexta-feira (27). O valor exigido para que a empresa seja privatizada não chega a 9% dos seus ativos reais.

A informação, divulgada pelos jornalistas Pedro Zambarda e Renato Bazan (da CTB) no DCM, consta nos documentos distribuídos pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro (SINTSAMA-RJ) de 12 de junho de 2017.

O sindicato lista, de forma detalhada, todo o patrimônio da estatal, e estipula o valor de R$ 36 bilhões, além de R$ 2 bilhões em restituições tributárias devidas pelo governo federal.

O governo Pezão, no entanto, pretende negociar os papéis da estatal por apenas R$ 3,4 bilhões.

O dossiê foi entregue aos deputados estaduais cariocas entre junho e agosto deste ano. Os sindicalistas chamam atenção para o fato de que a cifra exigida é inferior a um único ano de faturamento do sistema de águas do Rio de Janeiro. Em 12 meses, correm pelos cofres da CEDAE ao menos R$ 4 bilhões, majoritariamente provenientes da capital fluminense.

"Essa votação [que permitiu o leilão] foi recheada de irregularidades, pois em nenhum momento houve audiências públicas e debates sobre o tema. Também foi registrado troca-troca de cargos e nomeações para garantir a maioria de votos da Alerj a favor da privatização", alerta os trabalhadores em carta.

O Sintsama-RJ menciona ainda um problema de longo prazo, que poderia trazer um prejuízo maior do que o preço da venda: o fim do "subsídio cruzado". O presidente do sindicato, Humberto Lemos, explica que o sistema de águas do Rio de Janeiro se mantém economicamente sustentável porque há uma compensação financeira entre os ramais de maior e menor lucratividade.

Para o dirigente da entidade, no final vai sobrar para o poder público o pagamento pelos investimentos necessários reduzindo o valor de R$ 3,5 bi para cerca de R$ 1 bilhão, enquanto os acionistas ficarão ricos parasitando as regiões superavitárias. "Teremos um sistema permanentemente no vermelho, ou simplesmente deixaremos de servir água de qualidade para a população do interior".

Leia a reportagem na íntegra.

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