Demanda da Justiça do Trabalho deve crescer após a pandemia, diz presidente do TRT-15

Presidente do TRT-15, desembargadora Gisela Moraes, diz que demanda deve crescer no período pós-pandemia em função das demissões, além da redução de salários e jornadas, registradas nos últimos meses

Desembargadora Gisela Moraes
Desembargadora Gisela Moraes (Foto: TRT-15)
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A presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região(TRT-15), desembargadora Gisela Moraes, avalia que as cortes trabalhistas irão ver a demanda aumentar substancialmente após a pandemia em função das demissões e da redução de salários e jornadas registradas nos últimos meses. 

De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o TRT-15 responde processos trabalhistas de 599 municípios paulistas e de janeiro a julho deste ano analisou 194.950 ações do gênero.

Segundo Gisela, o bom desempenho está ligado a uma rápida adaptação ao trabalho remoto. Em outros tribunais, porém, a atividade foi reduzida e os prazos processuais foram suspensos até o mês de maio em função da pandemia. No segundo semestre, a produtividade da Justiça do trabalho caiu 60% quando em comparação com o mesmo período do ano passado. 

“A gente sabe que muitos empregadores ficaram em situações extremamente delicadas financeiramente e outros até tiveram seus negócios encerrados por não conseguir sobreviver a tanto tempo de crise. Tudo isso vai gerar um comando processual”, avaliou a desembargadora. “Muitas empresas tiveram que fechar as portas e, muitas vezes, sem condição financeira de arcar,  completou.

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