Deputada bolsonarista prevê delação dos "hackers"

"Agora a história fica divertida: os hackers foram enquadrados na lei de organizações criminosas. Ou seja, a lei permite que fechem acordo de delação premiada e revelem o MANDANTE do crime! Tic-tac, tic-tac...", postou ela, sinalizando os próximos capítulos da operação montada pelo governo contra o Intercept

(Foto: Carla Zambelli)

247 – O roteiro da novela montada contra o Intercept parece previsível. A Polícia Federal prendeu quatro supostos "hackers" que teriam invadido o celular de Sergio Moro e Deltan Dallagnol, eles foram enquadrados na lei das organziações criminosas e só serão libertados se fizerem um acordo de delação premiada. Sairão da cadeia caso indiquem quem é o mandante da suposta invasão. Ou seja: está preparada a cama de gato para prender o jornalista Glenn Greenwald, editor do site Intercept. O recado foi dado pela deputada bolsonarista Carla Zambelli. 

Confira seu tweet e reportagem  da Reuters sobre o caso:.

BRASÍLIA (Reuters) - A Polícia Federal cumpriu quatro mandatos de prisão temporária e sete de busca e apreensão nesta terça-feira em uma operação contra suspeitos da invasão de celular do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Em nota divulgada, a PF não dá detalhes e afirma que a operação Spoofing visa “organização criminosa que praticava crimes cibernéticos”.

A assessoria de imprensa da Polícia Federal confirmou a jornalistas que os alvos da operação são acusados de hackearem o celular do ministro da Justiça, Sergio Moro.

Segundo a Justiça Federal do Distrito Federal, os mandatos foram assinados pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara, e o sigilo envolvendo as ordens será retirado às 12h de quarta-feira.

As pessoas detidas foram transferidas para Brasília para prestarem depoimentos, segundo assessora da JFDF.

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