Deputado investigado processa Itaú por depósito de R$ 34 milhões por engano na conta de assessor

O deputado estadual André Corrêa (DEM-RJ) entrou com um processo por danos morais contra o Itaú após o banco ter emitido, por engano, um depósito de R$ 34 milhões na conta de um de seus assessores na Alerj, o que motivou suspeitas do Judiciário e a consequente prisão de ambos. Depois eles foram soltos

Deputado estadual André Corrêa (DEM-RJ)
Deputado estadual André Corrêa (DEM-RJ) (Foto: Divulgação)
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247 - O deputado estadual André Corrêa (DEM-RJ) entrou com um processo por danos morais contra o Itaú após o banco ter emitido, por engano, um depósito de R$ 34 milhões na conta de José Antônio Machado, um de seus assessores na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Corrêa e seu assessor cobram indenização de R$ 500 mil para cada um.

"Por um erro grosseiro do réu (Itaú) coadunado pela falta de interesse do Parquet (Ministério Público Federal) em apurar com cautela as informações que com tanta convicção propagam, os autores permaneceram no cárcere sem serem julgados e muito menos condenados", dizem os três advogados que representam Corrêa e seu assessor na ação. Os relatos foram publicados pelo jornal O Globo

O parlamentar e seu assessor argumentam que, mesmo com o estorno tendo ocorrido no mesmo dia, em 17 de março de 2016, a movimentação bancária "serviu para lastrear denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal". Por consequência, os dois foram presos preventivamente no âmbito da Operação Furna da Onça, um desdobramento da Lava Jato que prendeu 10 deputados acusados de corrupção. 

Corrêa foi preso preventivamente em 8 de novembro de 2018. O Judiciário negou dois pedidos de soltura baseados no erro operacional cometido pelo banco. No dia 24 de outubro de 2019, no entanto, Corrêa foi liberado pela Justiça para responder em liberdade. Preso no mesmo dia que o parlamentar, seu assessor Antônio Machado foi solto dez dias depois.

Ao Judiciário, o deputado e seu assessor afirmaram que o Ministério Público "deu integral ênfase à suposta movimentação desconhecida", e citaram trecho da denúncia apresentada que afirma ter havido "movimentação financeira sem lastro na ordem de trinta e quatro milhões de reais.

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