Desocupados com violência não têm para onde ir

O Corpo de Bombeiros socorreu sete pessoas durante a desocupação do prédio da antiga Telerj, feita por 1,6 mil homens da Polícia Militar, no cumprimento de uma decisão judicial em favor da Oi, dona do terreno; entre os atendidos, três eram menores: um adolescente de 13 anos, uma criança de 9, e um bebê de 6 meses; três adultos foram encaminhados para a a UPA do Engenho Novo; dezenas de moradores que deixaram o prédio gritam: "Queremos residência"

O Corpo de Bombeiros socorreu sete pessoas durante a desocupação do prédio da antiga Telerj, feita por 1,6 mil homens da Polícia Militar, no cumprimento de uma decisão judicial em favor da Oi, dona do terreno; entre os atendidos, três eram menores: um adolescente de 13 anos, uma criança de 9, e um bebê de 6 meses; três adultos foram encaminhados para a a UPA do Engenho Novo; dezenas de moradores que deixaram o prédio gritam: "Queremos residência"
O Corpo de Bombeiros socorreu sete pessoas durante a desocupação do prédio da antiga Telerj, feita por 1,6 mil homens da Polícia Militar, no cumprimento de uma decisão judicial em favor da Oi, dona do terreno; entre os atendidos, três eram menores: um adolescente de 13 anos, uma criança de 9, e um bebê de 6 meses; três adultos foram encaminhados para a a UPA do Engenho Novo; dezenas de moradores que deixaram o prédio gritam: "Queremos residência" (Foto: Leonardo Lucena)

Douglas Corrêa e Vitor Abdala - Repórteres da Agência Brasil

O Batalhão de Choque da Polícia Militar está concluindo o processo de desocupação do prédio da OI, no Engenho Novo, na zona norte da cidade. Poucas pessoas ainda permanecem no prédio. Muitos dos que conseguiram sair do local  se mantêm na calçada em frente ao edifício, com os pertences que conseguiram levar. É o caso do desempregado Reginaldo Pereira, de 31 anos, que resolveu participar da  ocupação com a mulher e o filho de  1 ano, porque não conseguia pagar o aluguel  no Jacarezinho. "Chegaram às 4h e jogaram gás de pimenta nos olhos de todo mundo sem termos oferecido nemhuma resistência".

Lúcia Helena Santana, 61 anos, também recorreu à ocupação para fugir do aluguel. "Eu não tinha onde morar, porque não tinha mais dinheiro para pagar aluguel". Humalira Ribeiro, de 25 anos, veio de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, onde morava em uma casa com quatro irmãs. "Todas elas têm filhos, imagina como era difícil viver lá".

No momento, dezenas de moradores que deixaram o prédio da Oi estão fazendo um ato pacífico, gritando: "Queremos residência". Mais cedo, houve tumulto na entrada da Favela do Jacarezinho, onde manifestantes jogaram pedras nos militares e atearam fogo a entulho deixado no meio da rua. Os policiais militares, lotados na Unidade de Polícia Pacificadora do Jacarezinho, recorreram a bombas de gás lacrimogêneo, além de disparar tiros de pistola para o alto a fim de dispersar os manifestantes.

O tráfego continua  congestionado em vários pontos da zona norte, devido ao processo de desocupação  do prédio da Oi. O Viaduto Noel Rosa permanece fechado nos dois sentidos; a Avenida Lepoldo Bulhões, em Manguinhos, também está interditada. O mesmo ocorre nas ruas 2 de Maio, Baronesa de Pirassununga, Álvares de Azevedo e no viaduto do Jacaré, interditados ao tráfego por medida de segurança.

A RioÔnibus, que representa o sindicato patronal, confirma que um ônibus da Linha 629 (Saenz Peña/Irajá) foi totalmente destruído. Outro foi incendiado há pouco na Rua Vigilante Serafim, no Engenho Novo, a poucos metros do prédio da Oi.

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil

O Corpo de Bombeiros socorreu sete pessoas durante a desocupação do prédio da antiga Telerj, feita hoje (11) por 1,6 mil homens da Polícia Militar, no cumprimento de uma decisão judicial em favor da Oi, dona do terreno. Entre os atendidos, três eram menores: um adolescente de 13 anos, uma criança de 9, e um bebê de 6 meses.

Três adultos foram encaminhados para a a Unidade de Pronto-Atendimento do Engenho Novo, bairro onde fica o prédio descupado. A criança foi levada para o Hospital Salgado Filho, no Méier, bairro vizinho. Cinco policiais também se feriram no confronto e três foram levados para o mesmo hospital. Os outros dois foram para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio.

Cerca de 80 homens de 16 quartéis do Corpo de Bombeiros atuaram combatendo focos de incêndio durante o confronto. Além de conter as chamas no próprio prédio, que foi incendiado no momento da reintegração, os militares também tiveram que apagar as chamas ateadas a quatro ônibus, um carro e dois caminhões nos arredores do terreno.

O prédio, que estava abandonado, foi ocupado e loteado por moradores de diversas comunidades há pouco mais de uma semana. Mais de 2 mil pessoas estavam no local, de acordo com a Polícia Militar.

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