Dois anos sem o bondinho

Para marcar os dois anos do acidente que matou seis pessoas e tirou de circulação os históricos bondes do bairro de Santa Teresa, no centro do Rio, os moradores fizeram um ato público no Largo dos Guimarães; os moradores do bairro querem saber o destino dos bondes históricos, de 115 anos, que estão parados na oficina, o destino dos bondes modernizados em 2009 e que, segundo a Amast, nunca funcionaram direito, e como e quando será reimplantado o sistema de bonde

Para marcar os dois anos do acidente que matou seis pessoas e tirou de circulação os históricos bondes do bairro de Santa Teresa, no centro do Rio, os moradores fizeram um ato público no Largo dos Guimarães; os moradores do bairro querem saber o destino dos bondes históricos, de 115 anos, que estão parados na oficina, o destino dos bondes modernizados em 2009 e que, segundo a Amast, nunca funcionaram direito, e como e quando será reimplantado o sistema de bonde
Para marcar os dois anos do acidente que matou seis pessoas e tirou de circulação os históricos bondes do bairro de Santa Teresa, no centro do Rio, os moradores fizeram um ato público no Largo dos Guimarães; os moradores do bairro querem saber o destino dos bondes históricos, de 115 anos, que estão parados na oficina, o destino dos bondes modernizados em 2009 e que, segundo a Amast, nunca funcionaram direito, e como e quando será reimplantado o sistema de bonde (Foto: Leonardo Attuch)
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Akemi Nitahara
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Para marcar os dois anos do acidente que matou seis pessoas e tirou de circulação os históricos bondes do bairro de Santa Teresa, no centro do Rio, os moradores fizeram hoje (24) um ato público no Largo dos Guimarães, com a participação de tradicionais blocos de carnaval do bairro, como o Carmelitas, Aconteceu, Céu na Terra e Badalo.

A vice-presidente da Associação de Moradores de Santa Teresa (Amast), Ana Lúcia Magalhães de Barros, disse que é antiga a luta dos moradores pela manutenção dos bondes no bairro. "Na verdade são 30 anos de luta em defesa do bonde, do casario e do bairro, com um trânsito que não seja esse, com ônibus correndo, e permanecer nessa luta com luto e com muita alegria. Nossa política no bairro é de vizinhança, de resistência e de reexistência. Que as crianças voltem a desenhar os seus bondinhos, enquanto as outras desenham carros", disse.

Amanhã (25), será celebrada missa às 11h na Igreja Anglicana, em memória do motorneiro Nelson e todas as vítimas do acidente. Na terça-feira (27), data do acidente ocorrido há dois anos, está programado o Marco-27, com uma visita à residência do governador Sérgio Cabral, no Leblon. "A gente vai levar o bondinho do nosso artista Getúlio Damado para os filhos do Cabral brincarem", declarou.

Os moradores do bairro querem saber o destino dos bondes históricos, de 115 anos, que estão parados na oficina, o destino dos bondes modernizados em 2009 e que, segundo a Amast, nunca funcionaram direito, e como e quando será reimplantado o sistema de bondes, tradicional meio de transporte do bairro. Os moradores querem que voltem a circular o bonde tradicional, aberto e popular, sem apelo puramente turístico visando ao lucro.

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