Eike é levado para depor na Polícia Federal

Empresário Eike Batista, que está preso desde esta segunda-feira, 30, foi levado para prestar depoimento na Superintendência da Polícia Federal, no centro da capital carioca; advogado de Eike, Fernando Martins, disse a jornalistas que "a princípio não há possibilidade" do empresário fazer uma delação premiada; na Penitenciária Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9, Eike aceitou as refeições do presídio e divide uma cela de 15 metros quadrados com outros seis presos da operação Lava Jato que não têm curso superior; local tem quatro beliches, não tem vaso sanitário, apenas um buraco no chão; banho é de água fria, que sai de um cano na parede

Eike Batista 
Eike Batista  (Foto: Aquiles Lins)

Rio 247 - O empresário Eike Batista, que está preso desde ontem (30) no Rio de Janeiro, foi levado para prestar depoimento na Superintendência da Polícia Federal, no centro da capital carioca. Ele deixou no início da tarde a Penitenciária Bandeira Stampa, no complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio, e chegou à PF às 14h45. Populares o aguardavam aos gritos de ladrão.

O advogado de Eike, Fernando Martins, disse a jornalistas que "a princípio não há possibilidade" do empresário, que já foi o homem mais rico do Brasil, fazer uma delação premiada. 

Em sua primeira noite em Bangu 9, Eike Batista aceitou as refeições do presídio, segundo informações da Secretaria de Administração Penitenciária.

O cardápio teve arroz ou macarrão, feijão, carne, refresco e sobremesa no jantar. Para o café da manhã, Eike pode comer pão com manteiga e café. No lanche, o cardápio tinha suco e bolo.

O empresário divide uma cela de 15 metros quadrados com outros seis presos da operação Lava Jato que não têm curso superior. O local tem quatro beliches, não tem vaso sanitário, apenas um buraco no chão. Para tomar banho, sai água fria de um cano. Os presos têm direito a um ventilador e a uma televisão pequena, fornecidos pela família. O presídio tem capacidade para 541 detentos e abriga 422. 

O empresário está preso preventivamente acusado de pagar propina ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral para se beneficiar com contratos públicos. A operação para prender Eike Batista e mais oito pessoas foi desencadeada no último dia 26, mas como o empresário estava em Nova York, ele foi considerado foragido. Eike retornou ao Brasil ontem e foi preso ao desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão.

O empresário foi inicialmente encaminhado para o presídio Ary Franco e, depois de duas horas, transferido para a penitenciária Bandeira Stampa (Bangu 9), no complexo de Bangu.

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