Em 14 meses de restrições nas operações, policiais do RJ mataram 1,5 mil pessoas

Em São Gonçalo, onde ocorreram oito mortes no Salgueiro, foram 232 registros entre julho de 2020 e setembro de 2021. Supremo volta a julgar nesta quinta-feira a ADPF 635, que teve trâmite paralisado após pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes

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(Foto: reprodução)
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247 - Desde que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu liminarmente pela restrição das operações policiais no Rio de Janeiro, em junho de 2020, o RJ registrou 1.563 mortes causadas por intervenção de agentes do estado. A média é de 3,4 mortes por dia, segundo levantamento feito com números do Instituto de Segurança Pública do Rio (ISP). A reportagem é do portal G1. 

Os dados do número de óbitos foram obtidos em uma consulta das estatísticas de segurança disponíveis no site da instituição.

O STF volta a julgar nesta quinta-feira (25) a ação que trata da letalidade policial no RJ — a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635 ou a ADPF das Favelas, como é conhecida. O julgamento foi paralisado no fim de maio, após pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes.

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A decisão liminar de Fachin proibiu a realização de operações policiais em comunidades fluminenses sem aviso e justificativa prévia durante a pandemia. As ações podem acontecer em hipóteses excepcionais, que devem ser justificadas por escrito pela autoridade competente e comunicadas em até 24 horas ao Ministério Público do Rio de Janeiro — responsável pelo controle externo da atividade policial.

Desde que a ADPF 635 entrou em vigência, em 5 de junho de 2020, 59 chacinas deixaram 250 mortos durante ações e operações policiais na Região Metropolitana do Rio, segundo dados do Instituto Fogo Cruzado. Na classificação do instituto, chacina é quando acontecem três ou mais mortes na mesma ocorrência.

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