Em evento em SP, Lewandowski reforça segurança das urnas

O ministro Ricardo Lewandowski explicou que a Justiça eleitoral é gigantesca e não é representada apenas pelo TSE e sua cúpula

www.brasil247.com - Ministro Ricardo Lewandowski
Ministro Ricardo Lewandowski (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)


247 - Em evento do Grupo Esfera em São Paulo, nesta sexta-feira, 23, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, falou sobre a segurança das urnas e das eleições.

Segundo ele, o Brasil vive um período de extraordinária estabilidade das instituições e que, independentemente do resultado das eleições, o país “sobreviverá”. O ministro também disse que a Constituição Federal é uma das mais modernas do mundo civilizado, mas defendeu modificações, “até porque a sociedade é dinâmica e ela não pode ficar fossilizada”. 

Sobre o recente protagonismo do STF no cenário nacional, Lewandowski afirmou que há momentos em que alguns poderes se retraem e alguns se sobressaem e, atualmente, o Supremo tem o protagonismo maior, mas, depois das eleições, a tendência é que as coisas tenham um reposicionamento natural.

Urnas e eleições

O ministro explicou que a Justiça eleitoral é gigantesca e não é representada apenas pelo TSE e sua cúpula, pois são mais de 2.000 juízes e promotores eleitorais, os mesários, 27 tribunais eleitorais, que são integrados por juízes federais, juízes estaduais e parte da advocacia.

“Ultimamente nós temos ouvido que as eleições podem ser fraudadas, que se pode dar um jeitinho no TSE de alterar os resultados das eleições, que pode haver uma corrupção, mas queria dizer que essa é uma visão errônea. O TSE tem papel fundamental nesse processo, mas ele é a ponta do iceberg”, afirmou.

E essa composição heterogênea dos tribunais, com a presença da Ordem dos Advogados, com a presença do Ministério Público, essa mescla de juízes federais e estaduais garante que não haja a menor possibilidade de qualquer tipo de corrupção, segundo ele.

Sobre as urnas, disse: “temos mais de 500 mil urnas espalhadas em todo o país, que são há mais de 25 anos testadas quanto à sua credibilidade, quanto à sua exatidão no que diz respeito à alteração dos resultados. São extremamente modernas e versáteis.”

Lewandowski ainda ressaltou que o TSE tem tomado medidas para garantir a segurança do eleitor este ano. Elogiou a recente proibição de armas nos arredores das seções eleitorais e celulares nas cabines.

Golpe e Lava Jato

O ministro também criticou a Lava Jato, dizendo que o Judiciário vivenciou um período nebuloso. "Alguns membros do Judiciário, da Polícia Federal, do MP e outros órgãos fiscalizadores ultrapassaram todos os limites e interferiram em direitos fundamentais (...), ocorreu uma série de ações arbitrárias que tiveram que ser corrigidas pelo STF”.

Sobre o golpe contra Dilma Rousseff (PT) em 2016, período no qual ele era presidente do STF, Lewandowski defendeu sua posição de fatiar as decisões sobre inelegibilidade e impedimento da presidenta, garantindo aos senadores o direito de expressar sua vontade (o golpe) em duas votações e que atuou como mediador naquele momento. 

De acordo com ele, com o golpe, o Senado Federal e disse que a Casa soube unificar o país – ignorando que a derrubada de Dilma foi, primeiro, ilegal, e, segundo, levou à ascensão da extrema direita e a ataques contra população.

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