Em gravação, presidente afastado do TCE-RJ admite esquema de propina

Alvo da Lava-Jato no Rio, o presidente afastado do TCE-RJ Aloysio Neves admitiu pela primeira vez o esquema de propina no órgão, conforme  gravação feita por um delator que se beneficiou de pagamentos ilícitos. Neves admite participar do esquema de pagamento de propina no tribunal e receber mesada de R$ 100 mil, de acordo com áudio gravado no dia 13 de dezembro de 2016 pelo empresário Marcos Andrade Barbosa Silva, do setor de ônibus

Alvo da Lava-Jato no Rio, o presidente afastado do TCE-RJ Aloysio Neves admitiu pela primeira vez o esquema de propina no órgão, conforme  gravação feita por um delator que se beneficiou de pagamentos ilícitos. Neves admite participar do esquema de pagamento de propina no tribunal e receber mesada de R$ 100 mil, de acordo com áudio gravado no dia 13 de dezembro de 2016 pelo empresário Marcos Andrade Barbosa Silva, do setor de ônibus
Alvo da Lava-Jato no Rio, o presidente afastado do TCE-RJ Aloysio Neves admitiu pela primeira vez o esquema de propina no órgão, conforme  gravação feita por um delator que se beneficiou de pagamentos ilícitos. Neves admite participar do esquema de pagamento de propina no tribunal e receber mesada de R$ 100 mil, de acordo com áudio gravado no dia 13 de dezembro de 2016 pelo empresário Marcos Andrade Barbosa Silva, do setor de ônibus (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - Alvo da Lava-Jato no Rio, o presidente afastado do Tribunal de Contas do Estado do Estado (TCE-RJ) Aloysio Neves admitiu pela primeira vez o esquema de propina no órgão, conforme  gravação feita por um delator que se beneficiou de pagamentos ilícitos. Neves admite participar do esquema de pagamento de propina no tribunal e receber mesada de R$ 100 mil, de acordo com áudio gravado no dia 13 de dezembro de 2016 pelo empresário Marcos Andrade Barbosa Silva, do setor de ônibus. As informações foram publicadas no jornal O Globo.

As investigações da PF apontaram que, segundo colaborações premiadas, conselheiros exigiriam propina para aprovar contas. A gravação faz parte do material entregue pelo empresário no acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. 

Confira um trecho do diálogo: 

Marcos: E essas questões desses pedidos todos que ele fez, cês ta... você tavam ciente disso ou ele fez à revelia tudo isso?

Aloysio: Não. Esse do metrô eu não sabia de nada.

Marcos: Então ele fez tudo à revelia por ele próprio?

Aloysio: O do Backheuser [referência ao presidente da Carioca Engenharia]? Eu também não sabia de nada. O do... do arco federal. Do arco não. Da...

Marcos: Da favelas?

Aloysio: ... deste 1 milhão do Maracanã, da concessão, nós não recebemos nada, teve nada dado pela concessão.

Marcos: Então foi o... o voo solo dele.

Em outro trecho da conversa, o empresário questiona Neves sobre o recebimento de uma mesada de R$ 100 mil paga pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). O conselheiro confirma o relato e diz que recebia os pagamentos primeiramente do ex-secretário Hudson Braga e, posteriormente, de Luiz Carlos Bezerra, operador do político, apontaram as investigações.

Marcos: Você não tem receio daquela mesada que ele te dava de R$ 100 mil por mês?

Aloysio: (ininteligível)

Marcos: Quem te trazia aquilo?

Aloysio: O Hudson.

Marcos: O Hudson no final?

Aloysio: É.

Marcos: E antes?

Aloysio: Era aquele Zé Luiz que trazia, já tá preso.

Marcos: Zé Luiz?

Aloysio: Não é Zé Luiz? Que (era) o chefe de gabinete dele?

Marco: (ininteligível)

Aloysio: Luiz com... Luiz não sei o quê.

Em delação, o ex-secretário do governo Cabral Carlos Miranda confirmou o pagamento de mesada de R$ 100 mil a Aloysio Neves. De acordo com o delator, o pagamento era feito desde janeiro de 2007, quando ele era chefe de gabinete da presidência da Assembleia Legislativa do Rio.

A defesa de Aloysio Neves afirmou que nega envolvimento do conselheiro com fatos criminosos e que sua inocência ficará provada no curso do processo.

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