Em livro, Crivella ataca o ‘terrível mal’ da homossexualidade

Líder nas pesquisas para a Prefeitura do Rio de Janeiro, o senador e pastor Marcelo Crivella (PRB) se apresenta na campanha como um homem tolerante e ecumênico; bem diferente do que ele defende no seu livro "Evangelizando a África", em que ataca todas as religiões cristãs e matrizes africanas, e classifica a homossexualidade de "conduta maligna" e de "terrível mal"; "milhões são vítimas desse terrível mal, vivendo sem paz e numa condição lamentável para o ser humano"

Líder nas pesquisas para a Prefeitura do Rio de Janeiro, o senador e pastor Marcelo Crivella (PRB) se apresenta na campanha como um homem tolerante e ecumênico; bem diferente do que ele defende no seu livro "Evangelizando a África", em que ataca todas as religiões cristãs e matrizes africanas, e classifica a homossexualidade de "conduta maligna" e de "terrível mal"; "milhões são vítimas desse terrível mal, vivendo sem paz e numa condição lamentável para o ser humano"
Líder nas pesquisas para a Prefeitura do Rio de Janeiro, o senador e pastor Marcelo Crivella (PRB) se apresenta na campanha como um homem tolerante e ecumênico; bem diferente do que ele defende no seu livro "Evangelizando a África", em que ataca todas as religiões cristãs e matrizes africanas, e classifica a homossexualidade de "conduta maligna" e de "terrível mal"; "milhões são vítimas desse terrível mal, vivendo sem paz e numa condição lamentável para o ser humano" (Foto: Aquiles Lins)

Rio 247 - Líder nas pesquisas para a Prefeitura do Rio de Janeiro, o senador e pastor Marcelo Crivella (PRB) se apresenta na campanha como um homem tolerante e ecumênico. 

Entretanto, em seu livro “Evangelizando a África”, em que faz um relato dos dez anos em que viveu no continente, Crivella classificou a homossexualidade de “conduta maligna” e de “terrível mal”. Ele também faz duras críticas a praticamente todas as religiões cristãs, que “pregam doutrinas demoníacas.” 

 “Evangelizando a África” responsabiliza práticas religiosas pelas dificuldades do continente ao dizer que “na miséria e na pobreza, vemos o ódio do diabo e seus demônios que trabalham descaradamente através de tantas seitas e religiões”.

A julgar pelos ensinamentos de Crivella, governos poderiam investir bem menos em saúde se adotassem, de maneira preventiva, políticas públicas baseadas na expulsão dos demônios dos corpos dos cidadãos. De acordo com ele, “os remédios e médicos tratam dos efeitos, mas a causa de todos os males, que é espiritual, somente pode ser tratada com o poder de Jesus”.

Demônios são responsabilizados por vícios e pela homossexualidade. O senador diz que gays não devem ser tratados com menosprezo ou discriminação, mas ressalva que "milhões são vítimas desse terrível mal, vivendo sem paz e numa condição lamentável para o ser humano."

Segundo o Os tais espíritos também podem ser transmitidos para a geração seguinte, adverte o bispo: "O pai viciado e adúltero provavelmente passará o mesmo espírito para o seu filho", alerta. Segundo ele, isso explica o fato de "um pai de respeito" passar, de repente, a ser homossexual. "E quando ele morre, o espírito se manifesta no seu filho que prontamente negligencia sua esposa e seus filhos para prosseguir nessa conduta maligna".

O livro não estabelece possibilidade de diálogo entre as religiões, deixa evidente uma divisão entre "o reino de Deus e o reino do diabo" e convoca para uma batalha em nome da fé: "Não existe meio-termo. Quem está com Deus luta contra o diabo e seus demônios", prega.

Leia mais na reportagem de Fernando Molica.

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