Em mensagem, Queiroz diz que podia fazer lobby com "cúpula de cima"

"Avisa pro doutor aí, cara, se quiser algum contato pessoal aí, com… a cúpula de cima, faz contato, valeu?", disse Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, em mensagem de áudio. Também sugeriu a um interlocutor como fazer indicações políticas em gabinetes de parlamentares

Fabrício Queiroz
Fabrício Queiroz (Foto: Reprodução)
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247 - Em uma mensagem enviada por áudio em outubro do ano passado, Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, afirmou que poderia intermediar o contato com a "cúpula de cima". "Avisa pro doutor aí, cara, se quiser algum contato pessoal aí, com… a cúpula de cima, faz contato, valeu? Dá para encaminhar", disse Queiroz a um interlocutor que respondia pelo nome de "Heyder". De acordo com outro áudio, ex-assessor, investigado por lavagem de dinheiro, sugeriu a um interlocutor como proceder para fazer indicações políticas em gabinetes de parlamentares. O teor das mensagens foi publicado na coluna de Bela Megale.

A mensagem consta na decisão do juiz Flávio Itabaiana, do Tribunal de Justiça do Rio, que autorizou a prisão de Queiroz realizada na manhã desta quinta-feira (18) em Atibaia, no interior de São Paulo, onde ele estava escondido na casa de Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro.

O parlamentar e o seu ex-assessor são investigados por um esquema de lavagem de dinheiro na Assembleia Legislativa do Rio. De acordo com um relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), foram identificadas operações bancárias suspeitas de 74 servidores e ex-servidores da Alerj. Queiroz movimentou R$ 7 milhões de 2014 a 2017, informou o Coaf. 

O juiz Flávio Itabaiana Nicolau, que decretou a prisão de Queiroz, citou mensagens de Márcia Oliveira de Aguiar, esposa do ex-assessor. Ela, que teve prisão autorizada pelo Tribunal de Justiça do Rio, mas não foi localizada, comparou o marido com um bandido "que tá preso dando ordens aqui fora, resolvendo tudo". 

Uma das testemunhas que deixaram de ser ouvidas foi Danielle Nóbrega, ex-mulher do miliciano Adriano Nóbrega, ex-capitão do Bope morto pela polícia na Bahia, no começo deste ano. Também era considerado o chefe do 'Escritório do Crime', grupo de matadores de aluguel suspeito de envolvimento com a morte da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL), em março de 2018, quando foi morta pelo crime organizado, pois denunciava a violência policial e a atuação de milícias nas favelas.

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