Empresário que apoia Bolsonaro pratica tiro ao alvo em boneco de Lula

Um dos organizadores do ato de apoio ao deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no dia 1º de Maio em Fortaleza (CE), o empresário João Luiz Frota publicou no Instagram uma foto dele apontando uma arma contra um boneco do ex-presidente Lula e escreveu: “salvando a vítima do vagabundo”

Um dos organizadores do ato de apoio ao deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no dia 1º de Maio em Fortaleza (CE), o empresário João Luiz Frota publicou no Instagram uma foto dele apontando uma arma contra um boneco do ex-presidente Lula e escreveu: “salvando a vítima do vagabundo”
Um dos organizadores do ato de apoio ao deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no dia 1º de Maio em Fortaleza (CE), o empresário João Luiz Frota publicou no Instagram uma foto dele apontando uma arma contra um boneco do ex-presidente Lula e escreveu: “salvando a vítima do vagabundo” (Foto: Leonardo Lucena)
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Rio 247 - Um dos organizadores do ato em apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no último dia 1º de Maio, em Fortaleza (CE), o empresário João Luiz Frota publicou, em sua conta no Instagram, uma foto dele apontando uma arma para um boneco do ex-presidente Lula, com a mensagem: “salvando a vítima do vagabundo”.

Recentemente, Bolsonaro foi alvo da duras críticas do eleitorado, de parlamentares e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) por ter exaltado Carlos Brilhante Ustra, ex-chefe do Doi-Codi de São Paulo e torturador na ditadura, em seu voto a favor do impeachment no dia 17 de abril. Ao proferir seu voto, ele disse que o coronel é o "pavor de Dilma Rousseff" (veja aqui).

Ustra é apontado como responsável por ao menos 60 mortes e desaparecimentos em São Paulo durante a ditadura e foi denunciado por mais de 500 casos de tortura cometidos nas dependências do Doi-Codi entre 1970 e 1974.

Bolsonaro é conhecido por declarações polêmicas. Ele defende abertamente a pena de morte, manifestou posição contra direitos humanos nos presídios, e é a favor do porte de armas para a população.

De acordo com o parlamentar, "uma minoria de marginais aterrorizam a maioria de pessoas decentes". "Temos que buscar a redução da maioridade penal. Esses marginais não são excluídos. São vagabundos", disse em vídeo publicado em fevereiro de 2014.

"Tem que dar vida boa pra esses canalhas (presidiários)? Eles fodem nós a vida toda e nós trabalhadores vamos manter esses caras presos numa vida boa?. "Eles têm que se fuder", disse (relembre).

Sobre o posse de arma, Bolsonaro disse que se trata de "um direito daqueles que querem praticar o direito da legítima defesa" - declaração foi divulgada em vídeo publicado em março do ano passado.

Ele já defendeu o projeto "Cura Gay". Quando era do PP, o congressista chegou a dizer que "ter filho gay é falta de porrada" (assista aqui). O parlamentar também afirmou "que maioria é uma coisa, minoria é outra. Minoria tem que se calar" (veja aqui). 

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